Santos prepara licitação para terminal de contêineres


O porto de Santos prepara a licitação de novo terminal de contêineres, com área de 140 mil m2 e uma frente de acesso ao cais de 250 metros lineares, na margem esquerda do estuário. A Codesp vai contratar uma empresa para os estudos de viabilidade da licitação, conforme determinam normas da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a fim de atender à crescente demanda de áreas, agudizada com a saída da Rio Cubatão, operadora que está deixando um dos terminais da Cosipa, cuja preferência, agora, é para exportação e importação de cargas próprias.
A movimentação de contêineres, em Santos, cresceu 20%, para 1.247.130 unidades, em 2004, enquanto o terminal da Cosipa experimentou decréscimo na participação dos contêineres movimentados no porto, de 11% em 2003 para 7% em 2004.
A atração dos preços do mercado aciário, o negócio da Usiminas (Cosipa), é o fator preponderante da opção de substituir um berço de contêineres, terceirizado, para exportações de bobinas e placas de aço e importação de minério de ferro e carvão coque.
"O setor de contêineres passou a ser prioritário para o porto, pela forte demanda dos últimos anos. Agora com a redução de um terminal temos pressa em oferecer nova área para essa atividade", diz Arnaldo de Oliveira Barreto, diretor de infra-estrutura e serviços da Codesp.
A nova área resulta de um acerto no contrato feito pela empresa com a Ferronorte e os grupos Maggi e Bunge, destinado à construção do Terminal de Grãos de Guarujá (TGG). O contrato foi questionado na justiça por que a concessão da área foi feita sem licitação pública. Pelo acordo "consensual", no dizer de Barreto, a Codesp retira da área de 504.800 m² cedida à Ferronorte, o equivalente a 140 mil m2 e um berço de atracação, que de três passa para dois. Em paralelo, o TGG ganhará uma área interna de aproximadamente 116 mil m² na qual poderá instalar um pátio ferroviário para facilitar as manobras de suas composições.
A projeção do terminal de grãos é de movimentar, por ano, o equivalente a 7 milhões de toneladas de cargas. O aditivo ao contrato pactuado em 1997 entre a Codesp e a Ferronorte deverá ser assinado nos próximos dias.
Barreto, que falou no XIV Congresso Brasileiro de Municípios Portuários, encerrado no sábado, advertiu que existe carga e o volume deve crescer num "processo é irreversível. O desafio é o de fazer a carga escoar sem degradar as cidades". Ele previu que o porto de Santos, que fechou 2004 com o movimento de 68 milhões de toneladas, deverá chegar a 75 milhões de toneladas neste ano. O diretor reconheceu que a atual infra-estrutura do porto é insuficiente, mas revelou que os empresários preferiram investir em carretas, no lugar de silos e armazéns para guardar a carga. Mostrou, em projeções, um autêntico caos nas vias próximas ao cais, pela confluência de vagões, carretas e veículos particulares, na disputa do mesmo espaço.
Segundo o diretor, de R$ 400 milhões para todos os portos do país, o Governo Federal vai destinar R$ 147,5 milhões para Santos. Esse valor, que para ser empenhado em 2005 precisa de contratos assinados, contempla obras nas perimetrais, obras gerais de infra-estrutura, dragagem e segurança.


04/04/2005

Fonte: Valor On Line

 

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