A Prefeitura de Santa Cruz do Sul pretende lançar uma licitação para contratação de um estudo técnico detalhado com o objetivo de mapear as áreas de risco e identificar as obras prioritárias para prevenção de enchentes e deslizamentos no município. A informação foi confirmada pelo coordenador municipal da Defesa Civil, Coronel César Eduardo Bonfanti.
Segundo Bonfanti, desde que assumiu o cargo em janeiro deste ano, a equipe da Defesa Civil vem lidando com uma série de demandas acumuladas desde as enchentes de 2024. “Tivemos que, de imediato, realizar limpezas em várias pontes que ainda estavam com entulhos, junto com a Secretaria de Obras e subprefeituras. Essas ações foram fundamentais para garantir o escoamento das águas em caso de novas chuvas”, destacou.
No Bairro Belvedere, uma das áreas mais afetadas pelas intempéries, a prefeitura já realizou algumas intervenções. Um estudo geotécnico realizado com apoio do Serviço Geológico do Brasil está em fase de finalização e deve embasar novas ações estruturais no segundo semestre. O município também apresentou, por meio do PAC, um projeto orçado em R$ 30 milhões voltado à estabilização do terreno do Belvedere, que já passou para a segunda fase de avaliação. “Esse estudo prevê diversas ações de engenharia, inclusive em pontos que a população não enxerga, como áreas de mata. As intervenções são importantes para evitar novos deslizamentos”, explicou Bonfanti.
Além das obras físicas, o coordenador salientou que o Município investe em medidas preventivas. Três torres de alarme sonoro serão instaladas em áreas críticas como os bairros Várzea e Belvedere, além de outro às margens do Rio Pardinho. A tecnologia, já usada em cidades como Lajeado, visa alertar a população com antecedência em caso de emergência, permitindo uma evacuação segura e evitando operações de resgate em meio à correnteza.
Outra frente de trabalho está voltada ao desassoreamento de rios e arroios. A prefeitura, em parceria com a Secretaria de Obras, realiza a limpeza de diversos cursos d’água para melhorar o escoamento e minimizar os impactos de chuvas fortes. Bonfanti reconhece, no entanto, que a tarefa é complexa e demanda tempo. “Só o Rio Pardinho, por exemplo, dobrou de largura em alguns trechos e perdeu profundidade. O volume de entulho é enorme”, afirmou.
A licitação do estudo técnico, que terá recursos próprios já destinados, visa dar condições de direcionar os trabalhos com precisão as futuras obras. “Especificamos detalhadamente o que precisa ser estudado. Agora, com a licitação, vamos saber com clareza onde intervir e com que urgência”, concluiu Bonfanti.
30/04/2025
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