Lideranças empresariais e políticas começaram a construir, na sede da Fiesc em Florianópolis, nesta sexta-feira, 15, a logística para uma futura malha ferroviária integrada em Santa Catarina. O encontro buscou ser o ponto de partida para viabilizar as ferrovias Litorânea e Leste-Oeste, modais cuja ausência traz grandes perdas para o Estado. O governador Raimundo Colombo, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, o presidente do Fórum Parlamentar Catarinens, Décio Lima, e o presidente da Fiesc, Glauco Corte, coordenaram a reunião de trabalho para dar encaminhamento ao processo de construção dessas ferrovias no Estado e de outras melhorias para o sistema ferroviário. "Há setenta anos que não se investe em ferrovias e o prejuízo por esse erro é muito grande", afirmou o governador.
"Trabalho há 40 anos com transporte e pela primeira vez vejo que temos uma consciência política no país todo de que precisamos ter uma malha ferroviária como alternativa logística", destacou o presidente da EPL. Ele afirmou que a intenção do Governo Federal é ter os dois projetos em condições de serem licitados até o final do ano.
Enquanto no Brasil 25% de toda a carga transportada é feita por trens, em Santa Catarina esse número não passa de 5% - cabendo ao sistema rodoviário escoar 76% de toda a produção. "O Brasil perde 80 bilhões de dólares por ano ao aproveitar pouco essa forma de transporte", destacou o presidente da Fiesc. Em Santa Catarina, o número também é significativo: os prejuízos somam R$ 32 bilhões por ano apenas com a ausência de duas ferrovias: uma litorânea integrando os portos e a outra fazendo a ligação da região Oeste com o Leste do Estado. Além do maior custo logístico, a presença de caminhões nas estradas e a falta de controle no peso transportado piora as condições das rodovias em Santa Catarina e aumenta a insegurança no tráfego.
A opção na década de 1950 pela priorização do transporte rodoviário ajudou o país a chegar ao nó logístico que enfrenta hoje, com custos para o transporte muito maiores que outros países, mesmo economias já desenvolvidas, em que tradicionalmente é mais caro produzir. Enquanto nos Estados Unidos da América o gasto em Logística representa 8% do PIB, no Brasil, esse número é de 12% e em Santa Catarina de 13%. Em boa parte esse número se deve à ausência de ferrovias e pelos eixos de transportes que cruzam o Estado - em sua maioria rodovias federais - ainda não estarem duplicados. "Santa Catarina é o estado do Sul do país que tem a menor participação de ferrovias na logística. Precisamos tirar o Estado dessa situação", disse o diretor de Operações da Valec, Bento José de Lima.
O novo sistema ferroviário
A Ferrovia Litorânea está com seus estudos em fase final, o projeto básico completo está previsto para junho e o projeto executivo para dezembro. Quando concluída, ela vai ligar Imbituba a Araquari, com 263 quilômetros de trilhos, conectando as ferrovias da América Latina Logística (ALL) e FTC, além de quatro portos catarinenses.
Porém, já está em estudo sua ampliação até o porto de Itapoá e depois ao porto de Paranaguá, no Paraná, que deve ser o próximo passo após a sua conclusão. E, em seguida, de Imbituba até o porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, criando um grande corredor de integração portuária para toda a região Sul do país.
A Ferrovia Leste-Oeste está menos avançada. Apesar de também já estar incluída no PAC 2, porque seu traçado definitivo ainda não está aprovado. Ela vai ligar a cidade de Chapecó ao Porto de Itajaí, criando uma importante "espinha dorsal" para a exportação dos produtos da agroindústria do Oeste catarinense, que também poderá servir para levar milho e farelo de soja, para baratear a produção de suínos e frango na região.
Várias associações empresárias defendem traçados diferentes - pelo Vale do Itajaí ou Planalto Norte ou Serra catarinense. A definição vai levar em conta critérios técnicos que beneficiem a integração e que permitam realizar a maior alavancagem possível da economia do Estado.
Além dessas duas ferrovias, dadas como as melhorias mais necessárias, também estão previstas para o novo sistema ferroviário catarinense contornos ferroviários em Joinville, Itajaí e Jaraguá do Sul. E a revitalização da ferrovia entre Mafra e São Francisco do Sul é outra obra prevista.
O presidente da Empresa de Planejamento e Logística, Bernardo Figueiredo, afirmou que terá os estudos de viabilidade contratados, para posterior execução - uma ferrovia que vai ligar o Centro-Oeste do país, grande produtor de milho e de soja, ao Oeste catarinense, que necessita desses insumos para a criação pecuária. A ferrovia ligará Cascavel, Chapecó e Erechim, seguindo para o porto de Rio Grande (RS). Apesar de ser uma grande notícia para a região, é a obra que está em fase mais inicial.
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