Depois de quase oito horas de disputa, o primeiro Leilão de Energia de Reserva (LER), para contratação de energia elétrica gerada por fonte eólica, garantiu a compra de 1.805 megawatts, o equivalente a 783 MW médios nas regiões Sul e Nordeste do País. O maior vencedor do leilão foi o Estado do Rio Grande do Norte, com 657 MW de potência instalada. Em seguida, ficou o Ceará, com 542 MW
A pesar da maioria dos projetos habilitados a participar do primeiro Leilão de Energia de Reserva (LER), para contratação de energia elétrica gerada por fonte eólica, serem do Ceará, foi o Rio Grande do Norte que levou a melhor. Com 108 projetos habilitados para o leilão, o Ceará conseguiu negociar 542 MW, enquanto o estado vizinho negociou 657 MW, com 105 empreendimentos habilitados. A vantagem do estado potiguar se justifica, em parte, pela potência maior - 3.629 MW, enquanto a potência total do Ceará é de 2.515 MW.
O leilão foi realizado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na sede Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. Foram quase oito horas de disputa onde foram negociados 1.805 MW ao preço médio de R$ 148,39 MWh. O preço inicial por MWh foi de R$ 189. No total, foram comercializados R$ 19,5 bilhões. Embora a quantidade tenha ficado um pouco abaixo da expectativa do mercado, o leilão foi bastante disputado, com deságios entre 19% e 31% - maior até que os das últimas hidrelétricas leiloadas no Brasil (o de Jirau foi de 21,6%).
"Foi um sucesso absoluto``, afirmou o secretário do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, frisando que o preço mínimo do leilão ficou em R$ 131 e o máximo, em R$ 153,07 o MWh. Segundo ele, 71 usinas venderam sua energia em contratos de 20 anos, a partir de 1º de julho de 2012. Além do Rio Grande do Norte e Ceará, esses empreendimentos instalados também em Sergipe (30 MW), Bahia (390 MW) e Rio Grande do Sul (186 MW)
Zimmerman destacou que a maioria dos empreendedores são privados. Umas das maiores vencedoras foi a empresa Renova, do fundo Infra Brasil, administrado pelo Banco Real. Só ela vendeu 127 MW médios. A CPFL vendeu cerca de 76 MW médios. As estatais do grupo Eletrobrás e a Petrobras venceram alguns lotes.
Expectativas
Para o leilão de ontem, foram habilitados 339 empreendimentos, com capacidade instalada de 10 mil MW. Mas a maioria dos especialistas do setor esperava uma contratação bem menor. Em entrevista ao Grupo Estado, o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (AbeEólica), Lauro Fiuza, afirmou que se fosse contratado entre 2 mil e 2,5 mil MW de energia seria ``um sucesso estrondoso``. A venda no leilão ficou um pouco abaixo das suas estimativas, mas deve significar investimentos de R$ 9 bilhões na construção das usinas.
O leilão ocorreu em três fases, sendo que primeira demorou mais de sete horas, com 75 rodadas. As duas outras etapas terminaram em minutos. Segundo presidente do conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Antônio Carlos Machado, a disputa ocorreu sem grandes transtornos. Mas oito usinas participaram por meio de liminar. Nenhuma, no entanto, saiu vencedora.
Com o resultado de ontem, a energia eólica triplica sua participação na matriz energética nacional, de 602 MW para 2.407 MW. ``Os preços do leilão demonstraram que o País tem excelentes oportunidades para explorar nessa fonte de energia. Temos vocação para trabalhar com fontes renováveis``, afirmou Zimmerman.
"Pelo preço, daqui a pouco os empreendimentos de energia eólica vão poder participar de leilões junto com outras fontes de energia, como a biomassa``, destacou o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner.
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