Rio de Janeiro lança a maior licitação da América Latina em compartilhamento de carros elétricos


A prefeitura do Rio de Janeiro acaba de lançar um novo serviço de mobilidade para seus cidadãos e visitantes: o compartilhamento de carros elétricos. O projeto que alia inovação, eficiência, baixo consumo de carbono e sustentabilidade será implementado na cidade ainda no primeiro semestre de 2016.

Para a Município, o modelo de compartilhamento surge como instrumento inovador para reduzir o uso privado dos veículos e incentivar mobilidade urbana mais responsável.

Depois do fenômeno de milhares de bicicletas disponibilizadas nas cidades brasileiras em sistemas públicos de compartilhamento – via arranjos público-privados, em que a Prefeitura seleciona um prestador de serviços que disponibiliza as bicicletas aos usuários sem custo para o poder público -, é previsto que teremos, nos próximos anos, diversas cidades brasileiras com serviços de compartilhamento de carros elétricos incentivados pelo poder público municipal.

As empresas que se habilitarem para concorrer deverão apresentar propostas no dia 30 de maio, às 11h30, no prédio anexo ao Centro Administrativo São Sebastião, na Cidade Nova.

Quem se sair vencedor terá no máximo 6 meses para implementar todo o esquema operacional estabelecido pela Prefeitura. A cidade do Rio receberá 200 pontos de recarga em que os usuários do serviço poderão retirar e devolver os 100 carros elétricos disponíveis para o uso dos cidadãos e turistas.

“O projeto é muito interessante, pois disponibilizará um serviço que contribui com o bem-estar do cidadão e a mobilidade em uma grande cidade. Quem optar por usar o serviço poderá retirar um carro em uma das estações, usá-lo pelo tempo desejado e devolvê-lo em uma das outras 200 vagas de estacionamento disponíveis na rua e pagar somente pelo tempo utilizado”, explica Rodrigo Reis, sócio da Radar PPP, que, em conjunto com as consultorias PwC, Albino Advogados e IDOM, liderou o consórcio responsável por desenvolver os estudos de viabilidade do projeto.

A iniciativa não consumirá recursos orçamentários da Prefeitura, pelo contrário: a empresa responsável pelos serviços será selecionada via licitação e deverá pagar uma outorga para a Prefeitura de modo que possa explorar os serviços.

Adicionalmente, o projeto foi desenhado de modo a não competir com outras modalidades de transportes, como táxi, ônibus e metrô, pois sua função é fundamentalmente a de complementação dos serviços de transporte existentes. A empresa vencedora poderá cobrar as tarifas dos usuários e, também, explorar receitas de patrocínios que se vinculem ao novo modelo de transporte de passageiros da região.

Cidades como Londres, Amsterdã, Paris, Milão, Bordeaux e Indianápolis já contam com serviços similares.

“A ideia é permitir que o mercado tenha ampla liberdade para se organizar para disputar a licitação. Como é um projeto inovador, o esforço maior foi de deixar claras as premissas de interesse público estabelecidas pela Prefeitura e permitir que os agentes econômicos interessados no projeto (montadoras, anunciantes, operadores, fornecedores de energia elétrica, investidores, entre outros) se organizem para a disputa”, finaliza Reis.


18/05/2016

Fonte: Startse

 

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