Há algum tempo caminhar pelo bosque de Londrina deixou de ser uma atividade agradável e tornou-se um incômodo. O anunciado plano de manejo do espaço só deve começar - se sair do papel - no final do primeiro semestre. Enquanto isso, reclamações não faltam por parte de quem transita pelo local com frequência ou ocasionalmente. “Está tudo muito sujo. A impressão que se tem é a de abandono. Preciso passar por aqui todo dia para fazer entregas do meu serviço e até o mau cheiro incomoda”, lamenta a comerciária Helena Rossete.
O aposentado José Magalhães afirma que vai ao bosque “de vez em quando, mas é visível que o local está um lixo”. Para ele, as calçadas necessitam de reparos, há muitas árvores podres e o mato está muito alto. “As fezes dos pombos aumentam a sujeira e o fedor”.
Quem faz do lugar um espaço de lazer, como o grupo de amigos que costumeiramente se reúne no bosque para jogar baralho, também reclama do atual cenário de abandono do espaço. “Depois que cortaram as árvores do bosque o calor aumentou bastante. Tivemos que fazer uma ‘vaquinha’ para comprar uma lona e instalar uma cobertura improvisada para jogarmos. Bosque sem árvore para mim não é bosque”, avalia o caldeireiro Antônio Carlos de Paulo.
A Prefeitura tentou contratar emergencialmente, no valor de aproximadamente R$ 700mil, uma empresa para fazer um plano de manejo. No entanto, nenhuma empresa se interessou pela proposta.
O atual secretário de meio ambiente, Cleuber Moraes Brito, acredita que o período em que o edital foi divulgado pode ter contribuído para isso. “A divulgação do contrato emergencial foi feita no fim do ano, quando as empresas entram em recesso”, justifica.
Espera
Se tudo seguir conforme as previsões de Brito, a lista de reclamações dos usuários deverá permanecer intacta por, pelo menos, até a metade deste ano. É que, conforme ele adiantou ao JL, tudo voltará à estaca zero. “Vamos relançar o edital do Plano de Manejo. Pretendo lançar, fazer e entregar o edital até o fim do primeiro semestre”.
O secretário não souber afirmar se será feita uma licitação ou se repetirá o modelo de contrato emergencial igual ao adotado anteriormente. “Não enxergo isso como um contrato emergencial, mas ainda não entramos em acordo para uma decisão final”.
Para o advogado da ONG Meio Ambiente Equilibrado, Camilo Viana, que acompanha de perto a situação do bosque, o modelo de contrato emergencial não é o mais adequado para este caso. “A contratação emergencial é sempre para uma situação excepcional. Não tinha a necessidade de ter feito isso naquele momento. A licitação é a melhor maneira porque é possível respeitar o tempo de contratação sem risco para nenhuma das partes”.
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