Projeto de lei quer aumentar frequência de ônibus na Capital


Os sinais de que a rotina voltou ao normal na Capital após as férias de verão são constatados principalmente pelo trânsito intenso. Neste ano, há ainda um agravamento nos congestionamentos devido às centenas de obras de mobilidade.
O Projeto de Lei 028/12 dos vereadores Pedro Ruas e Fernanda Melchionna (ambos do P-Sol) propõe exatamente a melhora do transporte público, para que ele se torne uma opção de qualidade. Como sugestão está a limitação do tempo de espera nas paradas, com o cumprimento da tabela de horários e, consequentemente, o aumento da frota. O texto, debatido na Câmara de Porto Alegre na terça-feira, ganhará um substitutivo ainda nesta semana.
O dispositivo previa inicialmente a limitação do tempo de espera nas paradas em 10 minutos em horários de pico e 20 minutos em outros momentos. De acordo com Fernanda, o projeto será adaptado para atender melhor às diferenças de demanda entre uma linha e outra. Contudo, o foco principal será mantido. “A luta contra a tarifa abusiva de um transporte duvidoso”, explica. Segundo a vereadora, foi realizada uma vistoria em 2011, que constatou o atraso de horário em muitas linhas da Capital, quando as pessoas chegavam a ficar até 40 minutos aguardando o transporte. Em algumas linhas, atualmente, há ônibus saindo a cada dez minutos. “É fundamental que haja mais direitos para a população, fazendo com que se possa cobrar o cumprimento das tabelas de horário e o aumento da frota”, diz. De acordo com Fernanda, existe necessidade de implantação de muitas linhas, principalmente nas zonas Sul e Norte.
Para o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, a questão do aumento do número de ônibus é sempre delicada, pois implica acréscimo considerável nas passagens. Além disso, ele argumenta que o controle do horário dos ônibus é feito com rigor, com o veículo sendo monitorado desde que sai da garagem. “Uma das averiguações é feita através do boletim de bordo, que chega no dia posterior à operação. A outra é pelo controle da bilhetagem eletrônica, que verifica o número de passageiros em cada turno”, diz. Ele argumenta que um dos problemas existentes hoje na mobilidade é o tempo de deslocamento, que vem aumentando em decorrência do fluxo do trânsito. De acordo com Cappellari, qualquer adaptação necessária é feita com embasamento nestes dados e lembra que os atrasos nas tabelas são punidos com multa.
Hoje são transportados 1,3 milhão de passageiros diários na Capital, em uma frota de 1.701 ônibus. Segundo ele, existe a necessidade de aumento na quantidade de veículos, mas isso é feito com cautela para não impactar na tarifa. “Um ônibus custa quase R$ 1 milhão”, relata.
O diretor-presidente da EPTC garantiu ainda que até dezembro estará pronto o estudo para a licitação das empresas que devem assumir o transporte público nos próximos anos. Todas as companhias em operação atualmente, se quiserem continuar prestando serviço, devem participar da disputa.


07/03/2013

Fonte: Jornal do Comércio

 

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