A Assembléia Legislativa abriu concorrência para contratar uma empresa que transporte os móveis, destinados ao anexo de gabinetes, para um galpão do Metrô. O prédio até hoje não foi concluído, mas as caixas com poltronas, mesas, armários, cadeiras e gaveteiros, que custaram R$ 2,4 milhões, foram entregues há mais de um ano, durante a gestão do então presidente da Casa, Rodrigo Garcia (DEM), que hoje é secretário de Desburocratização do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Apenas os móveis que estão no canteiro de obras do anexo serão transferidos. As caixas empilhadas nos corredores da Assembléia vão ficar lá. Segundo a assessoria do atual presidente da Casa, deputado Vaz de Lima (PSDB), os móveis que estão no anexo, com valor declarado de R$ 654 mil, atrapalham as obras e podem ser danificados: “Os outros estão bem acomodados.”
“É tudo no improviso”, afirmou Rosângela Giembinsky, membro do Voto Consciente, que freqüenta a Casa. Para ela, os móveis estão mal-acondicionados e atrapalhando as pessoas. “Quando entrarem em uso, já serão velhos.”
O edital não especifica o destino da carga. Diz apenas que a empresa escolhida levará os móveis para um local “até 40 km” da Assembléia. Segundo a assessoria de Vaz de Lima, deve ser um galpão cedido pelo Metrô, perto do Parque Villa-Lobos. O tempo de permanência também é incerto: seis meses, podendo ser reduzido ou prorrogado.
A previsão da Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS) para o fim das obras é julho, mas não está descartado um novo atraso.
O líder do PT na Assembléia, Simão Pedro, discorda da mudança se for preciso pagar pelo galpão. “Já foi gasto tanto dinheiro com essa obra, que é melhor deixar aqui mesmo e parar de gastar”, afirmou.
ENTENDA O CASO
PRIMEIRO CONTRATO
Em2006, a Assembléia Legislativa contratou por R$ 10,5 milhões a CPOS, empresa do governo de SP, para gerenciar a obra do anexo. A Construtora CVP venceu a licitação para erguer o prédio.
INÍCIO DA CONSTRUÇÃO
A obra começou em maio de 2006, com prazo de entrega para março de 2007.
AUMENTO DE CUSTO
Com as obras paradas, em novembro de 2007, o presidente da Assembléia, Vaz de Lima (PSDB), informou ao JT que já haviam sido consumidos R$ 19,5 milhões.
NOVAS EMPRESAS
Após nova licitação, no valor de R$ 7,3 milhões, que elevou o custo da construção para R$ 26,8 milhões, as obras foram retomadas em fevereiro pela Sistema Engenharia e Empreendimentos Guimarães. A entrega do prédio está prevista para julho, mas pode ser adiada outra vez.
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