Uma economia de R$ 50 milhões foi o resultado imediato da adoção da modalidade de pregão para licitação de compra de hemoderivados pelo Ministério da Saúde. A mudança, ocorrida em março de 2003, baixou o preço unitário dos fatores 8 e 9 (subprodutos do sangue utilizados no tratamento das coagulopatias) de U$ 0,41, valor praticado desde 1997, para US$ 0,16, valor de compra adotado atualmente.
Até 2002, eram gastos anualmente US$ 129 milhões na compra dos hemoderivados. Em março de 2003, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a anulação de uma licitação iniciada em outubro de 2002 a partir de denúncia de que os envelopes com as propostas comerciais haviam sido violados. A partir dessa constatação, o TCU autorizou uma compra emergencial de 25% do total licitado para evitar o desbastecimento e determinou a adoção da modalidade pregão nas compras de hemoderivados.
Em maio de 2004, uma ação conjunta da Polícia Federal e do Ministério da Saúde culminou na prisão de diversos acusados de envolvimento em irregularidades em licitações para a compra de hemoderivados. A chamada Operação Vampiro revelou um esquema de corrupção que fraudava licitações no Ministério da Saúde há mais de 10 anos. Estima-se que nesse período tenham sido desviados R$2 bilhões da saúde.
16/06/2004
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