Pregão é sinônimo de economia


Algumas prefeituras que já realizam pregões presenciais há alguns anos conseguem que fornecedores joguem seus preços lá embaixo. Em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), a administração obteve com o pregão presencial a redução de uma compra, em maio de 2004, de 7.000 toneladas de massa asfáltica de R$ 945 mil para R$ 742 mil, resultando em economia de R$ 203 mil. Em dezembro de 2005, uma câmara fria para a cozinha piloto foi estipulada em R$ 44.300,00. Na negociação com o fornecedor, o preço final foi lá embaixo: R$ 26.600,00.
A presidente da Comissão Permanente de Licitações (Copel), Noeli Marina Vicentino, diz que o segredo para a queda nos valores é obrigar o fornecedor a baixar o preço, mostrando ofertas melhores conseguidas em consulta ao mercado antes do leilão. Em uma licitação normal não haveria margem para pechinchar. As propostas vêm fechadas e é aceita a menor oferta, que pode não ser a melhor. “Se não baixar, a gente não compra”, garante.
No pregão os representantes dos fornecedores dão lances e o menor valor vence. A cidade implantou as compras eletrônicos em março de 2003 e desde o início do ano já soma 59, algumas em andamento.
A tendência é o leilão substituir outras modalidades de licitação pública. Este ano não foi realizada nenhuma licitação na modalidade tomada de preço. Concorrência pública foi feita apenas uma e no sistema de convite aconteceram 14 licitações. A Copel avalia, agora, implantar licitações pela Bolsa Eletrônica de Compras (BEC/SP)
A pregoeira da Copel Sônia de Oliveira Cassettari comenta que as empresas já se acostumaram ao pregão presencial e participam com preços adequados ao mercado. Com esta mudança de comportamento, os últimos pregões apontaram quedas menores. Na última quarta-feira, Botucatu realizou um leilão para compra de medicamentos. Estavam presentes 17 concorrentes, com representantes de Goiás, Brasília, Pernambuco, de outras cidades do Estado e de Botucatu.
Outra inovação é a inversão na ordem de análise de documentos de habilitação dos proponentes. Apontado um vencedor, se confere apenas a documentação do ganhador, o que traz agilidade ao processo. O sistema oferece a vantagem dos recursos serem efetivados durante a sessão. Cassettari explica que, não havendo recurso, no dia seguinte já é possível ser emitido o pedido de compra para o vencedor.
Em abril de 2005, a Prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru) adotou o sistema de pregão presencial para aquisição de mercadorias. O balanço após um ano foi positivo, com economia de quase R$ 1,3 milhão aos cofres municipais. No ano passado, foram realizados 19 pregões. Nos primeiros quatro meses deste ano já foram feitos 14.
A maior economia é na compra de medicamentos, com queda de 50,5%. A projeção era gastar R$ 431.155,76, mas o valor final ficou em R$ 213.471,74, uma economia de R$ 217.684,02. Um gerador de 12,5 KVA, para o Distrito de Ayrosa Galvão, por exemplo, gerou economia de 48,6%, com o custo inicial de R$ 23.820,00 baixando para R$ 12.250,00, economizando-se R$ 11.570,00. Na aquisição de gêneros alimentícios, a diferença conseguida foi de R$ 137.307,00 em relação à previsão de R$ 320.790,00, uma queda de 42,8%.
Em Botucatu, Lençóis Paulista e Jaú, os pregões são acompanhados pelas empresas em um projetor de multimídia (data-show) com visualização instantânea do que está sendo negociado. Jaú também adotou o Pregão Eletrônico, com as sessões intermediadas pela Internet via Banco do Brasil, com vantagem pelo alcance nacional. O cadastro é feito no site www.licitacoes-e.com.br/, ou nas agências do banco estatal.
Outra vantagem do pregão presencial é que apenas um pregoeiro e uma pequena equipe de apoios substituem as comissões de julgamento, necessárias na licitação comum. Em Jaú são dois pregoeiros oficiais, que contam com mais três profissionais das áreas jurídicas, licitação e compras.
Em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), a prefeitura usa o pregão presencial há três anos. O diretor de suprimentos da administração, Luiz Carlos Baptistella, assegura que em todas as compras consegue economizar pelo menos 15%, com média de cinco participantes.
Segundo Baptistella, no primeiro ano de leilões a economia foi de 12% a 18%. No ano seguinte, a queda de preços atingiu 20% com a inclusão de mais fornecedores. “Eu procuro estimular o fornecedor a comparecer. E também tem a facilidade que a prefeitura paga em dia”, acrescenta.
A cidade compra pelo pregão principalmente cimento, uniformes, alimentos, combustível, pedra, areia. O desafio, conforme Baptistella, é incluir os medicamentos, que possuem 450 itens. Ele conta que está segmentando os produtos para iniciar as compras pelo leilão. A prefeitura também está se adequando para se integrar à BEC/SP.


28/05/2006

Fonte: Jcnet

 

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