A Prefeitura de Caraguatatuba (SP) desapropriou uma área na praia do centro para construção de um novo paço municipal. Para isso, o governo desembolsou R$ 12 milhões e defende a necessidade de integrar no mesmo espaço as secretarias do governo. A oposição critica o projeto. (leia mais abaixo)
A área tem mais de 6 mil metros quadrados e fica entre as ruas São José dos Campos e Caçapava e foi escolhida por ser na região central, de frente para a orla, com saída para mais de uma via. No espaço também será construído um novo prédio da Câmara.
A licitação para a obra do novo paço está prevista para começar ainda neste semestre. Após o término, será iniciado o empreendimento. O governo não informou quanto deve custar a obra.
Um estudo está sendo feito para verificar as demandas e necessidades das secretarias. O novo prédio abrigará parte das secretarias municipais.
"Por exemplo, a parte administrativa da Secretaria da Saúde seguirá para o novo Paço e com isso o local que hoje abriga os serviços ganhará novos leitos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA)", explicou o governo.
As secretarias que não estarão no novo prédio são educação, serviços públicos, trânsito, segurança e defesa civil, dos direitos da pessoa com deficiência e do idoso, e turismo. Com a integração das pastas em um único local, a prefeitura estima economizar cerca de R$ 400 mil mensais com aluguel, telefonia, água, luz e deslocamento de servidores.
Avaliação
O vereador Duda Silva (PP), que faz parte da Comissão de Obras da Câmara, considera a desapropriação e também a construção de um novo prédio positiva. "O preço não está fora do preço de outras áreas. Tratando ainda que estamos em um prédio da Câmara que não tem condição de trabalhar. A prefeitura também tem um prédio muito antigo que não comporta mais", defendeu.
Já o vereador Celso Pereira (PSDB), único vereador de oposição, avalia que o argumento de que o governo vai economizar com um novo prédio é apenas uma forma do governo "acalmar" a população.
"O lugar é no centro, perto das praias, congestiona fácil. Não dá para fazer estacionamento lá. Tem outras áreas que a prefeitura já é dona e poderia usar. É locura gastar R$ 12 milhões nisso e faltar vaga em creche, ano passado a prefeitura não deu nem material, nem uniforme para as crinaças. Sem contar que a saúde na cidade está suacateada", ponderou. A desapropriação do terreno não dependeu de aprovação da Câmara.
28/01/2018
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