Prefeitura não consegue revisar previsão de gastos com estudo estrutural e decide reiniciar etapa de contratação
Nélson Gonçalves
A retomada da reforma da ponte Ayrton Senna, idealizada para interligar o núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial I, vai novamente esperar o processo licitatório para a contratação de estudo estrutural. A Prefeitura de Bauru divulgou, ontem, que foi decidido que será necessário realizar nova licitação para esta etapa.
O governo tentou concluir o processo de contratação de estudo especializado para avaliação da obra, mas erro na composição da reserva de verba (previsão de despesa) aliado a problemas na elaboração do edital (descrição do conteúdo do serviço de engenharia a ser apresentado em forma de laudo) forçaram a retomada do procedimento.
“A administração municipal entendeu que é preciso promover novo processo licitatório, especificando de forma mais detalhada os serviços que o municipío deseja contratar”, cita a assessoria de imprensa da prefeitura.
O processo iniciado neste segundo semestre esbarrou na pesquisa de preços, que chegou a uma despesa prevista de R$ 15 mil para a contratação do serviço de engenheiro especializado. Porém, as propostas apresentadas foram de R$ 39 mil e R$ 49 mil para a elaboração do laudo técnico.
Entre outros fatores, o governo justifica que nas propostas foram inseridos itens que a administração já possui. A prefeitura ainda tentou, em vão, consultar 15 empresas para atualizar a previsão de despesa. Mas apenas duas formalizaram cotação, ainda assim com valores muito acima dos R$ 15 mil previstos. O intervalo de variação de preço do estudo estrutural, nesta segunda tentativa, foi ainda maior, saindo de R$ 28 mil para R$ 80 mil.
“Dessa forma, não foi possível concluir que o resultado do primeiro processo licitatório seria o mais vantajoso para o município, o que levou à sua anulação”, argumenta a administração.
A ponte está interditada com problemas estruturais há mais de três anos. Moradores da região utilizam uma passagem de madeira, instalada sob a armação de concreto existente no local, para transitar de um bairro ao outro. Mas a travessia é permitida apenas para motos e bicicletas.
A obra já custou cerca de R$ 500 mil aos cofres municipais, o dobro da projeção inicial. Após contratar o estudo sobre as condições estruturais da ponte, o governo ainda terá que licitar a reforma física. O Legislativo destinou R$ 200 mil, em forma de devolução de Orçamento, para serem empregados na reforma.
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