Polícia Federal prende sete prefeitos na Bahia


Salvador (AE) - A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal, deflagrou ontem, na Bahia, a Operação Carcará, visando o cumprimento de 82 mandados de busca e apreensão e 46 mandados de prisão temporária e um de prisão preventiva contra servidores públicos acusados de desvio de verbas federais e fraude em licitações. A ação policial se desenvolveu em 20 municípios do Estado. Até as 16 horas 43 suspeitos de participação no esquema tinham sido presos. Segundo a PF, outros 3 supostos envolvidos não tinham sido localizados, mas os agentes mantinham as buscas.
Segundo a PF, os contratos onde foram constatadas irregularidades envolvem cerca de R$ 60 milhões. Entre os acusados estão sete prefeitos das cidades de Aratuípe (Antônio Miranda Silva Júnior - PMDB), Cafarnaum (Ivanilton Oliveira Novaes - PSDB), Itatim (Raimunda da Silva Santos - PSDB), Lençóis (Marcos Airton Alves Araújo - PR), Elísio Medrado (Everaldo Caldas, PP), Santa Terezinha (Agnaldo Andrade - PT do B) e Utinga (Joyuson Vieira Santos - PSDB).
A investigação começou há pouco mais de um ano, motivada por denúncias sobre crimes em licitação envolvendo a empresa Sustare - Distribuidora de Alimentos, localizada no município de Itatim, e outras empresas como a Atual, pertencentes ao grupo comandado pelo empresário Edison dos Santos Cruz, que fornecia merenda escolar e medicamento entre outros itens. Ele é apontado como líder do esquema criminoso. Ao chegar à PF, algemado, Cruz negou qualquer participação nas fraudes. "Se alguém cometeu algum crime, não fui eu", declarou.
Conforme a delegada coordenadora da operação, Aline Marquezine, a ação envolveu 450 policiais federais. "O esquema fraudulento tinha como base o município de Itatim. Só participavam das licitações empresas envolvidas no crime. Outras que tentavam entrar na concorrência recebiam propina para sair da licitação", disse a delegada.
Além dos prefeitos, as suspeitas recaem também sobre secretários municipais, servidores públicos lotados na área de licitação e empresários. As investigações que ocorrem há mais de um ano teriam identificado indícios de desvio de verbas federais destinadas à compra de merenda escolar, medicamentos e realização de obras públicas.
As licitações eram fraudadas por meio da utilização de notas fiscais frias e superfaturamento. Se comprovadas as suspeitas, os envolvidos poderão responder por crimes como peculato, emprego irregular de verbas públicas, estelionato, formação de quadrilha, fraude a licitação, entre outros.
A polícia diz que o esquema acontece, comprovadamente desde o ano passado, mas há indícios de que a prática criminosa já venha ocorrendo há mais tempo. As provas foram recolhidas através de escutas telefônicas e relatórios da CGU.
A deflagração da operação não encerrou as investigações, que se continuarão em outras cidades baianas, onde ainda não foi possível reunir provas suficientes.


11/11/2010

Fonte: Tribuna do Norte

 

Curso Licitações

17/07/2026

Estado abriu licitação de R$ 20 milhões para construir CAPS I e CER IV em Guanambi

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) a...

17/07/2026

Bonito abre licitação de R$ 5,7 milhões para construir 40 casas populares

A Prefeitura de Bonito, no Agreste de Pernambuco, ...

18/07/2026

Eduardo Braga anuncia licitação do Porto de Eirunepé, uma das maiores obras do município

Manaus (AM) – O senador Eduardo Braga anunciou a a...

17/07/2026

Empresas têm até o dia 25 de agosto para apresentar propostas em licitação de obras em 10 ruas..

Está marcado para o dia 25 de agosto a abertura da...
Notícias Informativo de Licitações
Solicite Demonstração Gratuita