Venâncio Aires (RS) - A administração municipal de Venâncio Aires encaminha a abertura de processo licitatório para contratação de empresa especializada para elaboração do Plano Municipal de Saneamento, enquanto estuda alternativas para a concessão dos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto. O plano é uma exigência legal e deve ser finalizado até dezembro deste ano. Com o objetivo de reunir informações sobre o saneamento básico na Capital Nacional do Chimarrão, incluindo o abastecimento de água, coleta de resíduos sólidos e drenagem, a contratação do estudo dará subsídios reais, com valores e metas para o futuro do abastecimento de água e tratamento de esgoto no município.
Apesar de optar pela terceirização do serviço, o Plano Municipal de Saneamento deve ser executado em parceria com a administração municipal e a população de Venâncio Aires. Além de audiências públicas, a elaboração do diagnóstico e o estabelecimento de diretrizes e metas serão debatidos com a comunidade. Universidades, consultorias ou mesmo empresas de engenharia podem se habilitar para o estudo do Plano Municipal de Saneamento.
Conforme o secretário municipal do Planejamento, Giovane Wickert, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) chegou a oferecer o trabalho de técnicos da estatal para contribuir com a elaboração do plano, caso o município acordasse com a renovação imediata do contrato de concessão por mais 25 anos. A administração municipal, no entanto, optou pela autonomia na elaboração de uma proposta técnica e desvinculada de qualquer interesse que não o da população da Capital do Chimarrão. Avaliado em aproximadamente R$ 109 mil, o estudo que indicará as diretrizes de investimentos ajudará o município a incluir, no próximo contrato, metas específicas para o futuro do abastecimento de água, esgotamento sanitário e recuperação dos mananciais.
O prefeito Airton Artus recebeu proposta para renovação do contrato com a Corsan, mas considerou-a muito aquém das necessidades do município. Enquanto Venâncio Aires buscava investimentos mínimos de R$ 12 milhões nos próximos 25 anos, a Corsan ofereceu R$ 4 milhões. Sem acordo com a estatal, o município segue buscando alternativas para o serviço e não descarta abertura de uma licitação para atrair empresas interessadas na exploração dos serviços na cidade e interior.
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