Enquanto não consegue destravar a compra de um novo avião para o Estado, a governadora Yeda Crusius dá preferência à locação de jatos. Desde o início do ano, o governo já pagou R$ 207 mil pelo aluguel de aeronaves da Bertol Aerotáxi para viagens de Yeda.
Apesar de o Estado possuir um turboélice King Air B200 desde 1998, Yeda prefere a rapidez dos jatos locados. No King Air, por exemplo, são quatro horas de voo até Brasília. Num jato, a duração cai quase pela metade. A lentidão nos deslocamentos com a aeronave do Estado em relação a outros tipos de aparelho é um dos principais argumentos usados pela governadora para tentar angariar apoio à compra de um novo avião.
Apesar de a cúpula do Piratini negar que esteja estudando a compra, uma comissão criada pela governadora no final de janeiro, quando a controvérsia veio à tona, analisa a possibilidade. Há cerca de 20 dias, a equipe recebeu no Palácio Piratini um representante da companhia americana Gulfstream e conheceu os oito modelos produzidos pela empresa, uma das maiores fabricantes de jatos executivos do mundo. O mais barato custa US$ 15 milhões (R$ 34,2 milhões), e o mais caro, US$ 65 milhões (R$ 148,2 milhões).
O chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, afirmou ontem que a compra de um avião não é prioridade no momento. Sobre o encontro com um representante da Gulfstream, disse que são normais as visitas de empresas interessadas em fazer negócios com o Estado. Questionada sobre os trabalhos da comissão, Yeda preferiu não falar sobre o tema:
– Eu tenho um caminhão, não um avião – afirmou a governadora no final da manhã de ontem, apontando para o caminhão de som usado por apoiadores numa mobilização pró-governo em frente ao Palácio Piratini.
Ex-governador Rigotto tomava carona com colegas
A assessoria de imprensa da governadora não forneceu o número de viagens feitas com jatos nem o custo da locação. A Bertol Aerotáxi, por sua vez, afirmou ter ganho licitação para prestar serviços ao Executivo e que apenas o governo do Estado poderia fornecer informações sobre o assunto.
Durante os quatro anos de mandato, em quase 70 viagens a Brasília, o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) usou aviões de carreira em 90% dos deslocamentos. Para encontros de governadores, chegou a pegar carona nos aviões dos colegas Luiz Henrique (Santa Catarina) e Roberto Requião (Paraná).
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