A Polícia Federal prendeu ontem quatro pessoas acusadas de crimes contra a ordem financeira e outras nove suspeitas de fraudar licitações públicas de produtos farmacêuticos e medicamentos. Dos 14 mandados de prisão expedidos, 11 foram cumpridos em Belo Horizonte, um em São Paulo e um no Paraná. Falta cumprir um último mandado em São Paulo.
Durante seis meses, a PF e o Ministério Público Federal investigaram duas casas de câmbio de uma mesma família em Belo Horizonte e descobriram as fraudes na venda de medicamentos envolvendo laboratórios e distribuidores.
Essa descoberta se deu porque a doleira Sandra Dias Savi, presa com mais dois irmãos doleiros, realizou operações financeiras para o seu filho Alexandre Savi, dono da distribuidora de medicamentos Farmaconn, também preso. A Farmaconn foi envolvida na Operação Vampiro da PF, em 2004.
A operação, batizada de Câmbio Livre, serviu para mostrar que o pregão eletrônico, modalidade de compras com ofertas online, não está imune às fraudes, segundo o procurador Edmundo Dias. "Ela dificulta esse tipo de fraude, mas não impede que ela ocorra."
A PF descobriu 21 fraudes em licitações públicas, a maioria realizada por pregão eletrônico ou pregão presencial em todo o país. Em seis licitações, há provas de todo o processo de fraude. Começava com a conversa entre os laboratórios e distribuidores para combinar preços e definir os itens da licitação que cada um venceria.
Há ainda provas dos lances ofertados imediatamente após as conversas. Apenas essas seis licitações renderam aos fraudadores cerca de R$ 3,5 milhões.
As licitações foram promovidas por órgãos federais, estaduais e várias prefeituras.
A PF investiga indícios de participação de servidores públicos e informou que há vários grandes laboratórios, inclusive estrangeiros, que tiveram as suas ofertas dentro do processo licitatório identificadas como fraudes. A PF tenta saber se houve envolvimento da direção desses laboratórios ou apenas de seus representantes.
A Folha não localizou os advogados dos irmãos presos. Segundo a PF, em seis meses eles fizeram cerca de 3.000 movimentações financeiras irregulares no exterior, no total de R$ 1,5 milhão. Na Farmaconn, uma funcionária informou que ninguém iria se manifestar.
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