SALVADOR - A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira a operação Jaleco Branco para prender uma organização criminosa especializada em fraudar licitações públicas. Segundo estimativa da PF, o grupo agia há mais de dez anos e gerou prejuízo de R$ 625 milhões.
De acordo com nota publicada pela PF, as investigações, iniciadas em 2005, revelaram que os fraudadores superfaturavam preços, formavam cartel e utilizavam empresas de fachada. O grupo se beneficiaria também de contratos emergenciais repletos de vícios, informou a instituição.
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa era composta por empresários do setor de serviços, principalmente de conservação, limpeza e segurança. A atuação era no estado da Bahia em licitações federais, estaduais e municipais. Os crimes contavam com a participação de servidores públicos de vários órgãos, como o INSS, a Receita Federal, a Prefeitura de Salvador e secretarias de Estado da Bahia. Segundo informações da PF, os servidores participavam com emissão indevida de certidãos negativas.
Foram mobilizados 200 policias federais para cumprir 20 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão no Estado. Os mandados foram expedidos pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A investigação da PF contou com apoio do Ministério Público Federal, do INSS e da Receita Federal do Brasil.
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