Petroleiros contra licitação da ANP


Brasília e do Rio - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) encaminhou ontem ao governo federal uma carta condenando a 6 Rodada de Licitações de áreas de exploração de petróleo e gás natural, promovida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que deverá ocorrer nos próximos dias 17 e 18. Em reunião pela manhã, o coordenador da FUP, Antonio Carrara, foi recebido pela ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, e pelo secretário-geral da presidência, Luiz Dulci. Também esteve presente Jaques Wagner, ministro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Os petroleiros querem evitar os leilões porque consideram as áreas que estão sendo colocadas à venda estratégicas para a Petrobras. Além disso, a FUP argumenta que, no entorno dessas áreas, a estatal já havia descoberto reservas de 5 bilhões de barris de petróleo em 2003. O Movimento dos Sem Terra (MST) também manifestou apoio à reivindicação e participa de ato organizado pela FUP nesta quinta-feira, às 10h, na frente da sede da ANP, no Rio.

O leilão também será avaliado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com base em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) encaminhada pelo governador do Paraná, Roberto Requião. "Esse leilão me preocupa, já que coloca à disposição das multinacionais as últimas províncias petrolíferas brasileiras. As empresas vencedoras poderão exportar todo o petróleo encontrado sem deixar nada no Brasil e pagando somente os impostos da operação. O que queremos é que o petróleo seja brasileiro", disse o governador Roberto Requião, na segunda-feira, via assessoria.

Requião disse que a realização desse leilão é uma temeridade ainda maior diante da conjuntura mundial de explosão no preço do petróleo. A partir de 2006 o Brasil deve atingir a auto-suficiência no consumo de petróleo e as exportações por empresas da iniciativa privada, quase todas multinacionais, não deveriam ser liberadas, segundo o governador paranaense.
Ontem, a assessoria do Ministério de Minas e Energia havia informado que a ministra Dilma, junto com Dulci e Wagner, estava reunida com o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra. Ele, na realidade, ainda segundo a assessoria, esteve com a ministra antes dessa reunião e permaneceu no Ministério em conversas com outras pessoas. Existe a expectativa no mercado de que, em breve, a Petrobras fará novo reajuste de preços da gasolina, uma vez que os preços internacionais do petróleo subiram muito nos últimos dias.


12/08/2004

Fonte: Gazeta Mercantil

 

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