Rio - Estatal corre contra o tempo para iniciar no governo Lula a obra, estimada em US$ 500 milhões. A Petrobras corre contra o tempo para encomendar o gasoduto Coari-Manaus ainda no governo Lula. A estatal cancelou a licitação para a obra porque as construtoras cobraram cerca de 40% acima do esperado -- o mercado estimava cerca de US$ 500 milhões. Uma alternativa para contratar a obra com rapidez, revelada por uma fonte da Petrobras, é admitir a interrupção dos trabalhos no inverno, quando as chuvas atrapalham e oneram o custo dos trabalhos. O objetivo da Petrobras é conseguir encerrar a licitação daqui a um mês, já que o governo só pode realizar licitações até seis meses antes das eleições.
"Estamos estudando admitir obras em duas janelas por que as empresas alegam que condições de tempo no inverno atrapalham as obras", afirma. O executivo disse ainda que cinco consórcios apresentaram proposta. Segundo outra fonte, a Petrobras teria escolhido o consórcio liderado pela Queiroz Galvão para construir um dos dois trechos do gasoduto, mas a construtora teria oferecido um preço "nas alturas".
"Estamos chamando as empresas para conversar novamente a partir de novas condições no edital", afirma a Petrobras. O gasoduto estava previs-to para entrar em operação em 2007, mas com a exceção poderá demorar um pouco mais."Serão realizadas alterações no edital de modo a possibilitar a redução nos preços, e a nova licitação deverá ser deflagrada até o dia 20 de janeiro", informa a Petrobras oficialmente. Na nota, a estatal esclarece que cancelou o processo de construção e montagem do trecho Urucu-Coari, do Gasoduto Coari-Manaus e seus ramais de distribuição. E complementa que as propostas relativas aos lotes que compreendem os trechos Coari-Manaus foram desclassificadas por preço excessivo.
O gasoduto transportará gás da reserva de Urucu por 400 quilômetros ao longo do Rio Solimões. Hoje, o insumo é reinjetado nos poços produtores por falta de transporte. Com o gás natural que substituirá no diesel nas termoelétricas, o subsídio que o consumidor paga na conta de luz cairá de 6,5% para 2,5%.
Uma outra parcela do produto será destinada ao atendimento às indústrias, residências e à frota de veículos movidos a gás em Manaus e em sete municípios, ao longo de seu traçado.
18/01/2006
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