Petrobras quer atrair indústrias estrangeiras


Almir Barbassa, diretor Financeiro da Petrobras, revela à coluna que a estatal já enviou missões a bancos de desenvolvimento de diversos países e ainda quer ampliar esse leque. Dirigentes da estatal já estiveram com executivos de bancos no estilo "Eximbank americano" - de estímulo a suas indústrias - de Itália, Japão, Noruega, Cingapura e Coréia e, ainda este ano, farão visitas a tais entidades de Inglaterra e Canadá.
- Temos um ousado programa de investimentos e queremos não só produtos estrangeiros, como, especialmente, incentivá-los a produzirem equipamentos no Brasil - disse Barbassa, citando que o Brasil, que produzia motores marítimos de grande porte na década de 70, agora só os importa, e essa equação precisa ser modificada.
Como haverá elevado volume de compras, Barbassa acredita que a economia de escala justifique a implantação de fábricas no Brasil. Comentou que o índice de nacionalização em navios brasileiros beira 60%, mas, no caso de navios-sonda, há necessidade de muitos conjuntos hoje importados, o que, a seu ver, justificaria a implantação de fábricas no Brasil, para, no início, atender exclusivamente à demanda da Petrobras - e, em caso de insucesso nessa tarefa, o nível de equipamentos importados poderia ser mais alto. Barbassa admitiu que a Petrobras quer reduzir os custos, também no mercado interno. Em função disso, está sendo feito enorme esforço, que vai desde contatos com fornecedores a mudança nas encomendas.
- Se é feito um pedido de peça genérico, a tendência do fornecedor é colocar um preço maior, para evitar prejuízos. Já se nossa licitação indicar um item bem específico, pode haver queda no valor, pois o supridor sabe exatamente o preço final. Queremos simplificar os processos, sem perda da eficiência - declarou. Outro meio de se cortar custos é a redução dos estoques, o que pode ser feito, sem riscos, com boa aplicação tecnológica.

Menos gente
A luta da estatal para cortar custos é ampla. Segundo Barbassa, a Petrobras quer reduzir o volume de pessoal nas plataformas, na área do pré-sal, como ele explicou:
- No momento, temos plataformas a 100km da costa e nosso aeroporto de Macaé já é um dos maiores do mundo em movimento de helicópteros. No pré-sal, teremos plataformas a 250km da costa e, se mantivermos o sistema atual, o custo será muito alto.
De acordo com Barbassa, alguns equipamentos podem ficar no fundo do mar, como separadores de água e óleo, enquanto instrumentos de informática podem ser localizados na base, em terra.
- Assim, consegue-se economia em gente embarcada, que recebe um salário mais alto, e haverá menos deslocamentos por helicópteros e barcos - declarou, citando que, hoje, há plataformas com 100 pessoas, o que é nível elevado.
Ainda em relação a preços, afirmou que a estatal conseguiu queda em relação a equipamentos gerais, pois, quanto a itens referentes a produção em águas profundas, os preços se mantiveram altos.
Lembrou que, em 2006, a Petrobras cancelou as licitações das plataformas P-55 e P-57 e, depois, conseguiu redução de cerca de US$ 600 milhões nos preços, que ficaram por volta de US$ 1,2 bilhão, cada uma. Em relação às plataformas P-61 e P-63, o mesmo poderá ser tentado, pois a estatal acha os atuais preços salgados.


01/07/2009

Fonte: Monitor Mercantil

 

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