Petrobras confirma abertura de licitação para explorar silvinita


A exploração da silvinita em Nova Olinda do Norte será licitada pela Petrobras no próximo semestre. O prefeito do município, Adenilson Reis, disse ontem ao Jornal do Commercio que a gerência de novos negócios da estatal afirmou que está na pauta anual, a contratação da empresa mineradora que vai explorar o minério na região.
O anúncio feito pela empresa deu início à etapa burocrática de um processo que pode durar vários anos. Empresários, políticos, entidades de classe, além de órgãos estaduais e federais se uniram para tornar a exploração da silvinita uma nova realidade econômica no Estado.

Fertilizantes agrícolas
Técnicos do setor de mineração acreditam que a exploração da silvinita seja iniciada entre 2008 e 2010. O mineral silvinita contém o componente ‘cloreto de potássio’, largamente utilizado na produção de fertilizantes agrícolas.
Adenilson Reis disse ser este o primeiro passo no caminho do desenvolvimentodo de Nova Olinda (situada a 138 quilômetros de Manaus). “Há mais de 25 anos, a população espera por um ciclo econômico”, disse, ressaltando que a extração da silvinita vai gerar milhares de empregos, desenvolvimento social e riqueza.
Os royalties recolhidos tornarão o município o segundo mais rico do interior do Amazonas. Coari, por exemplo, já se beneficia com o petróleo. “Ainda não calculamos o benefício. Mas ele, futuramente, será investido em educação, saúde e desenvolvimento urbano”, esclareceu o prefeito.

Geração de riquezas
Segundo Adenilson, de cada emprego gerado na usina de minério, outros nove poderão ser criados na cidade. Hoje, com poucos atrativos de negócios, o prefeito lamentou que a média de desemprego já atinge 30% da população. O capital circulante é originário do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
Quase toda a população, calculada em 30 mil habitantes, sobrevive da agricultura de subsistência. “O turismo não é pujante”, avaliou Reis.
No 1º Fórum da Ceves (Comissão de Viabilização da Exploração da Silvinita), realizado na última sexta-feira em Nova Olinda do Norte, técnicos de órgãos estaduais e federais -Prefeitura Municipal, CPRM (Serviço Geológico do Brasil), Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas), MME (Ministério de Minas e Energia) e Aprogam (Associação Profissional dos Geólogos do Amazonas) - destacaram que a exploração da silvinita é uma questão prioritária não só para o Amazonas, mas para o Brasil.

Importação de minérios
O motivo é o fato do país produzir somente 12% do cloreto de potássio que é consumido nacionalmente, sendo obrigado a importar US$ 1 bilhão em fertilizantes agrícolas à base de cloreto de potássio. A importação de minérios pesa 30% na balança comercial brasileira.
Na opinião de Reis, com a extração da silvinita no Amazonas, o Brasil deixa de ser importador para ser exportador.

Estrangeiros ‘De olho’
O diretor de geologia e produção mineral da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral vinculada ao MME (Ministério de Minas e Energia), Roberto Ventura, declarou que até o momento, os investidores internacionais - com destaque para os americanos e os japoneses- são os grandes interessados pela jazida de silvinita no Amazonas.
No Brasil, a CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) seria um nome forte na concorrência. No entanto, a assessoria de imprensa evitou dar declarações sobre o assunto.
De acordo com Ventura, as dificuldades geográficas vão pesar no investimento de implantação da usina de silvinita em Nova Olinda do Norte, avaliado em US$ 500 milhões. “Um consórcio de empresas seria a estratégia viável para se investir no Amazonas. O custo é muito alto, porém, o retorno é satisfatório”, ponderou.

Estatal herdou direitos de exploração da jazida de potássio da Petromisa.
A Petrobras herdou os direitos de exploração da silvinita da extinta Petromisa, na década de 1980. Por falta de interesse comercial, o minério jamais foi explorado.
Mais que isso, a empresa nunca capitalizou as concessões. Nenhuma empresa foi contratada para a atividade extrativista. “A Petrobras não pode impedir o desenvolvimento do país”, afirmou Rodrigo Ventura.
Com o ‘start’ dos processos político e burocrático, a expectativa é iniciar a exploração da silvinita entre 2008 e 2010.

Vai ser realizada pesquisa de viabilidade econômica.
A empresa vencedora na licitação da Petrobras fará, inicialmente, uma nova pesquisa de viabilidade econômica. O documento vai apontar a zona de atuação, os recursos de investimentos e a tecnologia utilizada. A última pesquisa foi feita pela Petromisa em 1983, mas perdeu sua validade.

Maior reserva
O Amazonas tem a maior reserva de silvinita da América Latina, segundo informações do MME. Ela foi descoberta em 1968 pela Petromisa durante as pesquisas por jazidas de petróleo.
Com base na pesquisa feita em 1983, a jazida abrange o subsolo de Nova Olinda do Norte e de Itacoatiara. A potencialidade de produção está estimada em 1 bilhão de toneladas, a serem exploradas durante 100 anos.
Esta capacidade produtiva pode desbancar o maior produtor mundial de cloreto de potássio, o Canadá, o qual detém 59% do mercado internacional. Além da grande quantidade, a qualidade do potássio no subsolo do Amazonas é de alta qualidade.


12/04/2005

Fonte: Jornal do Commércio

 

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