Paranaguá vai licitar obras de R$ 120 milhões


A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), localizados no Paraná, pretende abrir em janeiro três licitações, para a construção de um novo silo para grãos, de um terminal para fertilizantes e para a execução da primeira fase da construção do Cais Oeste, que tem como finalidade ampliar a área de embarque. O valor das obras pode chegar a R$ 120 milhões.
O superintendente da Appa, Eduardo Requião, afirmou que os editais estarão na mesa do governador reeleito, Roberto Requião (PMDB), logo após a posse. Não se trata de projetos novos, mas de promessas antigas que acabaram não saindo do papel por diversas razões, entre elas problemas em licitações e necessidades de alteração de projetos e de orçamentos.
Eduardo Requião disse que, desde 2003, foram investidos R$ 150 milhões em Paranaguá e Antonina, e a Appa tem em caixa R$ 240 milhões para bancar essas três obras e outras que serão necessárias para melhorias em infra-estrutura e logística. O superintendente adiantou que pretende continuar no cargo na próxima gestão. "Ainda tenho trabalho a fazer aqui", comentou ele, que é irmão do governador. Eduardo quer, por exemplo, que o porto deixe de ser autarquia e passe a ser uma empresa pública de capital misto, controlada pelo governo estadual e aberta a investimentos privados.
Ontem os irmãos Requião fizeram uma cerimônia para a entrega de obras que custaram R$ 17 milhões. Construída há 30 anos, a sede da Appa foi reformada. Um edifício com dois pavimentos foi erguido ao lado do portão principal do porto, para abrigar órgãos oficiais, como Ibama, Receita Federal e outros.
O evento estava agendado para o início da noite e a Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos (Conportos) iria entregar o certificado de implantação do plano de segurança ISPS Code, que consiste numa série de normas da Organização Marítima Internacional (IMO). A Appa investiu investiu R$ 4 milhões. O governo divulgou que o Ministério dos Transportes descartou a possibilidade de intervenção no porto, por conta de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União.
"Somo o único porto auto-sustentável do país. Não recebemos qualquer ajuda do governo federal", disse Eduardo. Ele adiantou que em janeiro irá concluir a construção de um terminal específico para álcool industrial. Também informou que, após inúmeros pedidos a órgãos ambientais, recebeu autorização para o abate de pombas que vivem no terminal. Prestes a encerrar o ano, Eduardo disse que a movimentação de cargas em Paranaguá e Antonina será de 31 milhões de toneladas em 2006, ante 30,2 milhões em 2005. A receita prevista é de R$ 10 bilhões.
Sobre as obras que serão licitadas, Eduardo informou que o novo silo terá capacidade para 107 mil toneladas estáticas e irá dobrar a capacidade de armazenamento do porto. Ele estava orçado em R$ 39 milhões. A construção do terminal para fertilizantes iria custar R$ 14 milhões, mas o superintendente pediu melhorias que podem elevar esse preço. A primeira fase do Cais Oeste, que prevê a execução de obras de arrimo, deverá custar R$ 40 milhões.


15/12/2006

Fonte: Valor OnLine

 

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