Londrina tem um potencial de movimentar cerca de R$ 1 bilhão em licitações de produtos e serviços para 63 órgãos públicos que compram de tudo, de alimentos a móveis. A estimativa é do Programa Compra Londrina, desenvolvido em parceria com o Sebrae, Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e Observatório de Gestão Pública e outras entidades, com o objetivo de estimular a participação de mais empresas locais em licitações públicas. O programa divulgou ontem a terceira pesquisa de Potencial de Compras Públicas de Londrina. Pela pesquisa, realizada pela Chiusoli Pesquisas, 28 dos 63 órgãos preveem um gasto de cerca de R$ 100 milhões em licitações, só em 2014. “Se tivéssemos conseguido que todos respondessem à pesquisa, os números seriam muito maiores, atingindo a casa de R$ 1 bilhão”, diz o consultor do Sebrae Sérgio Garcia Osório.
A pesquisa mostra apenas valores estimados em 14 segmentos de produtos e serviços, mas as 28 empresas públicas que responderam à pesquisa compram muito mais que os valores delimitados. “Tivemos que segmentar e reduzir em um mínimo, mas há muitos outros produtos e serviços que são consumidos regularmente”, explica Osório. A pesquisa mostra também que alguns produtos e serviços são, em sua maioria, fornecidos hoje por empresas de fora. É o caso de equipamentos de informática (78%), serviços de limpeza e faxina (81%), serviços de agência de viagens (79%), móveis (68%) e serviços de segurança (63%) cujos atuais fornecedores são de outras cidades. Segundo o consultor, Londrina tem todos esses serviços. “Por que empresas de fora fornecem e nós não?” Ele aponta o caso de uniformes e roupas de cama hospitalares que são enviados a Curitiba para serem lavados.
A ideia do Programa é abrir novos segmentos para os empresários de Londrina e gerar riquezas para a região. “Com a pesquisa, mostramos a quantidade do que esses entes públicos consomem. Nós queremos aumentar o universo de fornecedores para órgãos públicos e que essa riqueza possa ficar aqui”, disse Osório.
Segundo ele, o desafio do empresário é dimensionar esse novo mercado e se preparar para fornecer. “Hoje, a maior dificuldade é o desconhecimento. Ele não sabe como funciona esse mercado e como se tornar fornecedor. E é aí que nós entramos, mostrando o mercado e desmitificando para realmente ter acesso.”
De acordo com o vice-presidente do Observatório de Gestão Pública, Fábio Cavazotti, com o Compra Londrina todas as partes têm a ganhar - o Município, o cidadão e as empresas. “Se houver maior concorrência, maior competitividade, a tendência é que se melhore a qualidade e o preço adequado. A Prefeitura, por exemplo, vai ter fornecedores para áreas que às vezes tem dificuldades em obter e a economia local vai ter mais recursos circulando, recursos que normalmente vão para fora da cidade.”
Medo de calote ficou para trás
O antigo medo de calote e atraso nos pagamentos dos órgão públicos não são mais justificativas para deixar de participar dos pregões. Segundo o empresário Carlos Alberto Paralego, da Paralego Gás, há quatro anos ele vem participando e ganhando licitações e concorrências, sem nenhum problema. “Hoje, com os processos transparentes de licitação, não há mais problemas, está mais fácil de participar.” Segundo ele, nem é preciso grandes adaptações para ser um fornecedor, basta seguir a legislação de cada segmento e ter toda a documentação em dia.
20/02/2014
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