BRASÍLIA - A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou nesta sexta-feira que a Operação Navalha da Polícia Federal, contra uma rede de desvios em obras públicas, ajuda a "preservar" de possíveis fraudes as licitações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
"A Polícia Federal mostrou que (a suposta quadrilha) estava em vias de usar as licitações do PAC para ações ilícitas. A operação cria um ambiente muito mais preservado para as licitações do PAC", disse a ministra a jornalistas.
A Operação Navalha, deflagrada na quinta-feira, prendeu 46 funcionários e dirigentes de cinco ministérios da área de infra-estrutura e dos governos de quatro Estados e do Distrito Federal, além de duas prefeituras municipais.
Segundo a Polícia, a rede estava sendo investigada desde 2006 e teria atuado em conexão com a Construtora Gautama, empresa com sede em São Paulo mas pertencente ao empreiteiro da Bahia Zuleido Soares Veras, um dos detidos.
O PAC prevê investimentos de 503 bilhões de reais em quatro anos, dos quais cerca de 80 bilhões de reais do Orçamento da União que devem passar por licitações.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também negou que a descoberta da rede ameace o maior programa federal de investimentos.
"Podiam ameaçar o PAC, o papa, quem quisessem ameaçar, o que importa é que estão todos presos", disse Bernardo a jornalistas. Os dois ministros falaram sobre as prisões à saída de uma reunião de prefeitos do PT, num hotel em Brasília.
"A ação da PF assinala o fim da impunidade. O que coíbe pessoas que tentam praticar a corrupção é a certeza de que haverá punição", acrescentou Dilma.
As prisões de autoridades federais, estaduais e municipais foram determinadas, a pedido da PF, pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça.
Entre os presos extão o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares, o assessor especial do Ministério de Minas e Energia Ivo de Almeida Costa, o superintendente da CEF em Brasília Fávio José Pin, o deputado distrital de Brasília Pedro Passos (PMDB), o presidente do Banco de Brasília (BRB), Roberto Figueiredo Guimarães, e os prefeitos de Camaçari (BA), Luiz Carlos Caetano (PT), e Sinop (MT), Nilson Aparecido Leitão (PMDB).
As fraudes, que segundo a PF beneficiariam a Construtora Gautama, foram detectadas nos Estados de Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Maranhão, Piauí e Sergipe.
A polícia chegou a pedir a prisão do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), mas a ministra Eliana Calmou considerou sem fundamento o pedido. Um secretário e dois sobrinhos de Lago foram presos.
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