A poluição da Baía de Guanabara é uma das grandes preocupações da Olimpíada de 2016. Para resolver o problema, o governo do Rio de Janeiro apelou para um contrato emergencial. Sem licitação, ele fez um acordo de R$ 20 milhões com o Instituto Rumo Náutico, da família de velejadores Grael, para retomar a retirada de lixo da baía.
O convênio prevê que a ONG (organização não governamental) dos Grael construa novas barreiras para segurar o lixo que chega à Baía de Guanabara em rios. Além disso, ela será responsável por recolocar em circulação barcos equipados para coletar objetos que permanecem boiando na água.
Para justificar a contratação do Instituto Rumo Náutico, o atual secretário do Ambiente, André Corrêa, alegou que ninguém conhece mais a Baía de Guanabara como os Grael. Corrêa também negou qualquer tipo de favorecimento, já que o convênio foi firmado sem concorrência pública. O secretário afirmou que confia completamento em Axel Grael, fundador do instituto.
Axel está na vida pública há anos e atualmente é vice-prefeito de Niterói. Ele já foi subsecretário estadual de Ambiente e até presidiu a Feema (antigo órgão ambiental fluminense) na primeira vez que Corrêa foi secretário do Ambiente.
27/03/2015
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