O presidente do Cepromat (Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso), Wilson Teixeira Dentinho, anunciou a homologação da licitação para contratação de empresa que vai implantar o MT Digital. O serviço será executado pela operadora OI, por R$ 429,8 milhões.
O processo licitatório havia sido suspenso liminarmente na última sexta-feira (14), mas a decisão foi cassada pelo juiz Paulo Márcio Soares de Carvalho, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Cuiabá.
"Nada foi feito escondido; não houve segredo nenhum. O processo foi transparente. Porque só agora as empresas querem questionar?"
A Oi foi a única empresa apta a participar do certame, realizado em lote único.
A proposta inicial, de R$ 786 milhões, foi reduzida após negociações, realizadas nesta quarta-feira (18), entre os dirigentes do Cepromat e representantes da empresa de telefonia.
Segundo Dentinho, a empresa terá um prazo de cinco anos para realizar o Projeto Estratégico de Modernização Tecnológica - e os valores serão repassados na medida em que os serviços forem executados.
“Existe, dentro do projeto, um legado de R$ 250 milhões que vai ficar para Mato Grosso. Esse custo será dividido ao Estado, sem juros nem correção. Este valor é fixo, não vai aumentar um centavo. Quem ganhou a licitação quer fazer investimento, um modelo de tecnologia para vender a outros Estados, porque dinheiro, neste caso, não vai ganhar”, argumentou.
O presidente do Cepromat também rebateu as críticas de que a escolha da licitação por lote único teria ocorrido sem a realização de audiências públicas.
“Nada foi feito escondido; não houve segredo nenhum. O processo foi transparente. Isso foi discutido em audiência pública na Assembleia Legislativa, convocada em anúncio publicitário, em horário nobre. Todo mundo podia falar. Porque só agora as empresas querem questionar?”, questionou.
Economia
Para implantar o projeto, a OI deve executar serviços de tecnologia da informação e comunicação digital, processamento de dados, armazenamento, computação embarcada, monitoramento e radiocomunicação.
Djalma Soares, que dirige o setor de Tecnologia da Informação do Cepromat, reiterou que o Estado gasta cerca de R$ 150 milhões por ano para efetuar este serviço.
Para ele, com o MT Digital, nos próximos cinco anos, haverá economia superior a R$ 300 milhões dos cofres públicos.
O projeto
Ao todo, o projeto tem 60 meses de duração e será dividido em quatro fases. O MT Digital visa atender a todos os entes do Poder Executivo estadual na área de TI, com foco, nesta primeira etapa, para os setores de segurança pública, saúde, educação e meio ambiente.
Segundo o Cepromat, o projeto vai aumentar a disponibilidade e capilaridade de links para os órgãos, ampliar a capacidade de armazenamento e processamento de dados, aperfeiçoar os serviços de voz do governo, o atendimento centralizado dos serviços do Estado e o aparelhamento dos equipamentos de segurança pública de forma integrada.
O projeto terá como pilares - rede de dados, central de serviços, telefonia IP, DataCenter (armazenamento e processamento) e soluções de TI especificamente para a segurança pública, abrangendo radiocomunicação digital, comunicação embarcada e monitoramento.
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