Após fechar contrato de € 1,1 bilhão (cerca de R$ 3 bilhões), por cinco anos, com a Nokia Siemens para gestão da rede na área da antiga Telemar, agora entra em cena a região da ex-Brasil Telecom (BrT). No início do ano vence o contrato semelhante com a Alcatel Lucent de aproximadamente R$ 2 bilhões, por um período de dois anos.
A fabricante franco americana tem preferência na renovação, mas a expectativa no setor é que haverá espaço para uma nova concorrência. Uma das razões é que o valor acertado com a Alcatel Lucent pela BrT não deverá se repetir. As avaliações são de que Oi vai querer derrubar o preço que proporcionalmente é bem superior ao acertado com a Nokia Siemens.
Impactada com as despesas da compra da BrT, a operadora vem sendo severa na gestão do caixa. O Valor apurou que o contrato com a Nokia Siemens, fechado em julho, ficou 22% mais baixo, cerca de € 242 milhões, do que o contrato que a operadora tinha com quatro fornecedores que realizam o mesmo serviço. O novo acerto permitiu que a Oi retirasse de sua folha de pagamento quase mil empregados que atuavam no serviço e a Nokia Simens, por sua vez, contratou cinco mil pessoas só para atender a operadora.
A postura de apertar os cintos fica clara no balanço do terceiro trimestre divulgado na quinta-feira. A dívida está em queda, mas no fim de setembro era de R$ 21,1 bilhões. No trimestre anterior estava em R$ 21,5 bilhões. O lucro liquido ficou em R$ 64 milhões, cerca de 71% menor em comparação com igual período do ano passado quando foi de R$ 222 milhões. No segundo trimestre deste ano, o prejuízo atingiu R$ 146 milhões. A companhia faturou R$ 7,5 bilhoes no último trimestre, 1,5% a mais do que no mesmo período de 2008.
Ao divulgar os resultados, o diretor-financeiro da Oi, Alex Zorning, informou que o resultado vem sendo impactado por vários fatores. O custo da entrada da companhia em São Paulo é um deles. Essa operação ocasionou impacto fiscal de R$ 300 milhões nos nove primeiros meses de 2009. Só no primeiro trimestre de 2010 é que a companhia espera um equilíbrio entre investimento e receita.
Paras analistas, a captura das sinergias que vão ocorrer com a compra da BrT ainda podem demorar a ocorrer. Por enquanto, pesam as despesas da fusão tendo efeito no balanço a não amortização do ágio da aquisição, a distorção fiscal gerada pelas holdings que existiam entre as duas teles. As despesas com a fusão no trimestre somaram R$ 290 milhões.
Mesmo que o novo contrato de gestão da rede seja menos vultoso do que o acertado entre BrT e Alcatel Lucent, é grande a expectativa em torno da concorrência entre os prestadores de serviço. Na operação realizada em junho nos Estados da antiga Telemar, todos os grandes fornecedores de equipamentos como Ericsson, Huawei e a própria Alcatel Lucent participaram da disputa pela manutenção da estrutura interna das redes que se refere a tudo o que fica dentro das centrais de telefonia e a estação rádio base de telefonia móvel. Para a estrutura externa foi feita uma licitação separada mas a Oi resolveu anular a operação por não ter siso atingido os valores aceitos pela companhia. A operadora vai realizada outra concorrência.
O ano de 2009 não está prometendo resultados que mereçam festa. Os grandes fabricantes estão com queda generalizada no exterior e segundo representantes das indústrias ouvidos pelo Valor, este ano as encomendas por aqui custaram a deslanchar. Esses representante do setor avaliam que o câmbio no primeiro semestre não foi favorável e na telefonia celular por exemplo, muitos apostaram as fichas nas encomendas de equipamentos e infraestrutura para a chamada terceira geração (3G).
Houve operadoras que foram cautelosas nos investimentos uma vez que as margens de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) das companhias brasileiras estão entre as mais baixas do setor em todo mundo e ainda havia uma espectativa dos efeitos da crise financeira internacional na economia brasileira.
A própria Oi que anunciou investimentos este ano entre R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões, até setembro tinha desembolsado R$ 3,2 bilhões. Segundo Zornig há vários processos de compras e contratação em andamento e, embora existam entregas que venham se consolidar apenas em 2010 ele acredita que até o fim do ano o investimento ficará dentro do previsto.
Os dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) indicam que em 2009 haverá uma queda de 7% no faturamento total do setor de telecomunicações. O faturamento total estimado é de R$ 20,039 bilhões este ano enquanto que no ano passado foi de R$ 21,546 bilhões. Para 2009, a Abinee prevê queda de 13% na produção de celulares para o mercado interno, de 48 milhoes para 42 milhões de unidades. O mercado total ficaria em 62 milhões de terminais frente aos 73 milhões em 2008.
26/10/2009
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