Para tentar suprir a demanda de reclamações que não pára de crescer na cidade, a Secretaria Municipal de Obras avalia terceirizar parte dos serviços de tapa-buracos nas vias de asfalto e terraplanagem das ruas de terra. De acordo com o titular da pasta, Eliseu Areco Neto, um levantamento está sendo realizado para diagnosticar as necessidades mais urgentes dos bairros e seus respectivos custos. Assim que o estudo ficar pronto, a prefeitura deverá abrir processo licitatório para contratação da empresa que prestará o serviço.
“Estamos cotando valores para que mais máquinas e caminhões nos assessore neste primeiro momento. Mas o prazo para a contratação do serviço vai depender dos prazos exigidos pela própria lei de licitação”, observa.
Até o momento, a secretaria ainda busca solucionar os problemas de ruas e avenidas dentro de sua capacidade de atendimento, mas faltam equipamentos e pessoal para dar conta de tanto estrago. Desde o início do ano até sexta-feira, o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) havia registrado 269,7 milímetros de chuva cidade.
“Como os problemas são muitos nessa época do ano, estabelecemos uma programação diária de prioridades. Não há como atender todo mundo ao mesmo tempo”, justifica Areco Neto. Dentre os locais mais afetados, a preferência está sendo dada às ruas de fluxo intenso, àquelas que estão incluídas no itinerário dos ônibus de transporte coletivo e às que fazem interligação de bairros.
Sentindo-se excluído desta lista de prioridades, Walfredo Leite da Costa, morador da quadra 2 da rua Martins da Silva, na Vila Monlevade, espera que os buracos em frente à sua casa sejam tapados. A via é uma transversal da avenida Rodrigues Alves, na altura das quadras 31 e 32, que receberam manutenção do asfalto na quinta-feira.
“Eu pago imposto como todo mundo que mora da Rodrigues, não entendo porque esse tratamento diferente. Já faz muitos anos que o asfalto da minha rua está sem cuidado nenhum. Liguei na prefeitura e eles disseram que viriam, mas até agora, nada”, reclama.
No Parque Santa Edwirges, o clima de insatisfação é semelhante, de acordo com o diretor social da associação de moradores do bairro, Carlos Eduardo Arruda Botelho. A quadra 5 da alameda Urano, em frente à Emef “Maria Chaparro Costa”, que não possui asfalto, é uma das mais problemáticas e ficou intransitável depois dos temporais de janeiro.
Uma erosão de mais de um metro de profundidade cortou a via ao meio, impedindo a passagem de estudantes e pais de alunos que têm de se desdobrar para conseguir chegar até a escola. “Todo ano é a mesma coisa. A gente fica indignado. Nós já cobramos a prefeitura, sabemos das dificuldades, mas se essa rua não é prioridade, não sei em que situação ela tem de chegar para ser”, conclui.
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