A menos de dois anos de a bola rolar no estádio Beira-Rio, os sete projetos incluídos na matriz de responsabilidades de Porto Alegre para a Copa do Mundo de 2014 entram em uma fase decisiva. Ainda que poucas melhorias sejam perceptíveis aos olhos da população da Capital no momento, a maior parte das obras começa a sair do papel. Ao todo, 12 ações já entraram em execução, seis estão contratadas ou em processo de contratação do realizador, quatro esperam avaliação da Caixa Econômica Federal para a liberação dos recursos, três se encontram em licitação e uma na fase de orçamento. A entrega de todas as estruturas está prevista para maio de 2014.
“Já vencemos a parte mais complicada, que é a idealização dos projetos”, aponta o prefeito da Capital, José Fortunati. Ontem, a prefeitura realizou um evento para detalhar o andamento das obras voltadas ao torneio. Os custos das proposições que compõem a matriz de responsabilidades subiram de R$ 423,7 milhões, em 2010, para R$ 888,6 milhões em julho de 2012. “Isso ocorreu porque foram incluídas mais obras. Mas o valor atual é o preço final”, destaca Urbano Schmitt, secretário das pastas de Gestão e Acompanhamento Estratégico e Copa do Mundo de 2014.
Atualmente, as obras na avenida Edvaldo Pereira Paiva estão entre as mais avançadas. Os trechos 1 e 2 (avenida Ipiranga em direção ao Beira-Rio e avenida Ipiranga rumo à Rótula das Cuias), em andamento, serão entregues em dezembro. O terceiro segmento, com 2,2 quilômetros de extensão, segue em execução e tem como prazo final março de 2013. A empresa que fará o quarto trecho, de 2,4 quilômetros de comprimento, está contratada e deve trabalhar a partir de setembro. Algumas companhias instaladas nesta região tentam, por via judicial, evitar suas desapropriações. “Isso é um transtorno, mas estamos tentando resolver os problemas jurídicos. Enquanto isso, vamos trabalhando em outros lotes”, afirma Schmitt.
As cinco obras envolvendo a Terceira Perimetral são as que menos evoluíram. Na construção de uma passagem subterrânea na avenida Ceará, a empresa que havia vencido a licitação para executar a obra desistiu e será aberto novo processo licitatório. A criação de um viaduto na avenida Bento Gonçalves, recém iniciada, deve ser a última a ficar pronta. O planejamento para a área foi readequado para incluir uma estação BRT e dar condições de operação ao metrô, sendo postergada para maio de 2014. No caso do trecho envolvendo a avenida Plínio Brasil Milano, a intenção inicial foi revista para não interferir no fluxo de ônibus. Essa melhoria aguarda o aval da Caixa para ser tocada adiante.
A preparação de Porto Alegre para a competição transcorre bem. “Todas as obras estão dentro do cronograma. A obra mais complexa é o viaduto da avenida Bento Gonçalves. As demais podem ser realizadas em até 14 meses”, diz Schmitt. Segundo ele, as mudanças em avenidas e ruas de maior fluxo da cidade devem ser aceleradas em janeiro de 2013.
Além da situação nos canteiros, um dos principais focos de atenção é o realojamento das famílias da vila Tronco. Das 1.450 famílias, 332 solicitaram o bônus de R$ 52 mil para adquirir moradias por conta própria. Dessas, 50 tiveram o pedido aprovado e outras 40 terão um parecer em breve. A maioria, porém, deve ganhar uma moradia em bairros no entorno. Para a construção de 1,4 mil residências, a prefeitura adquiriu 43 áreas por R$ 22 milhões. Com isso, o primeiro trecho da avenida deve ser concluído em novembro de 2013. Já a reforma da segunda parte, está prevista para iniciar em setembro e terminar em abril de 2014.
Conselhão cria Câmara para avaliar herança do Mundial
Mayara Bacelar
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul (Cdes-Rs) quer avaliar e acompanhar a herança que a Copa do Mundo 2014 deixará à sociedade gaúcha. De olho nessa premissa, o Conselhão implantou, ontem, a Câmara Temática Copa 2014, com o propósito de averiguar como a população local vai se beneficiar das obras e equipamentos desenvolvidos para a realização do campeonato em Porto Alegre. O ex-técnico da seleção brasileira Dunga será conselheiro da Câmara, e afirma que a ideia é estabelecer uma colaboração entre governo e sociedade para cobrar que as iniciativas necessárias à execução do evento, de fato, se realizem.
“A Copa já é pauta passada, a Copa já é no Brasil, então não adianta dizer o que está certo ou errado, temos é que fazer com que seja a melhor Copa do Mundo possível, humana, e que o Rio Grande do Sul seja bem apresentado”, destaca o tetracampeão. Dunga acrescenta que é preciso fugir da burocracia a fim de que as principais demandas para o evento não fiquem para última hora e que a sociedade civil cobre antes de as coisas acontecerem.
O presidente do Conselhão, Marcelo Danéris, afirma que os encontros da Câmara Temática vão resultar em um relatório com todas as constatações sobre o legado da Copa para o Estado. De acordo com ele, a formação do grupo foi uma demanda dos próprios conselheiros. “Vamos debater não só as obras, mas todas as intervenções que terá recebido o Estado e podem ficar para a sociedade”, diz.
O secretário estadual do Esporte e Lazer, Kalil Sehbe, argumenta que a Câmara tem como principal pressuposto prestar contas sobre os investimentos possibilitados pela Copa, em um modelo de atuação que tem como foco a integração entre a sociedade e o governo. “Quando se trata de Copa do Mundo, temos que olhar de forma transparente o legado que fica, para que cada tostão investido traga benefícios e que a sociedade possa desfrutar das estruturas oportunizadas pelo evento”, ressalta. Sehbe afirma que as obras em andamento estão dentro do cronograma previsto pelo governo e pela Fifa e diz estar convicto da entrega nos prazos estipulados.
Sehbe revela que comitivas do Uruguai, Portugal, África do Sul, Áustria, Turquia, Japão e Noruega já estiveram no Estado para analisar a possibilidade de acomodar suas seleções. “Na Copa América na Argentina, 50 mil uruguaios foram ao país vizinho”, alega o secretário, em alusão ao potencial volume de turistas na Capital durante os jogos.
30/08/2012
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