A Operação Curupira, da Polícia Federal (PF), que desarticulou uma rede de extração e venda ilegal de madeira no Mato Grosso e resultou na prisão de 94 pessoas desde a quinta-feira passada, ainda está resultando na descoberta mais irregularidades, especialmente ligadas à administração estadual do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Uma delas envolve o prédio do instituto em Cuiabá (MT). Parte da obra de reforma, que começou no dia 29 de dezembro, era realizada sem licitação. O total "descoberto" é de R$ 600 mil ¿ em serviços de instalação de telhado e pintura.
Há indícios de participação de três servidores no esquema. "A obra começou no dia 29 de dezembro e no dia 3 de janeiro já tinha um atestado (no Ibama) mostrando que a obra estava concluída e paga", exemplificou o interventor do Ibama, Elielson Ayres de Souza. Segundo ele, foi aberta uma sindicância para apurar o caso. Os servidores continuam trabalhando. A outra metade da obra ¿ R$ 534 mil ¿ passou por licitação e está sendo realizada.
Foram abertos quatro processos administrativos contra os servidores presos que eram concursados. O processo pode resultar na demissão deles. Também há três ações de improbidade administrativa pedindo o afastamento de 47 servidores.
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