O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) apresentou publicamente ontem o novo modelo planejado para a limpeza em Porto Alegre. Ele englobará o que até então tem sido feito separadamente: coleta de lixo domiciliar, automatizada (contêineres), seletiva, de resíduos públicos e o transporte de resíduos urbanos da estação de transbordo para o aterro sanitário. Os serviços serão licitados de forma agrupada, no valor de R$ 6.553.185,19 milhões por mês.
Com possibilidade de formação de consórcio de até três empresas, o projeto prevê estruturas sólidas para garantir o funcionamento do processo com equipamentos modernos e produtivos. “Teremos uma mudança de comportamento, pois há a exigência de fiscais da empresa contratada circularem em automóveis ligados a um centro de controle de operações com acompanhamento online e os caminhões com câmbio automático serão mais silenciosos”, aponta o diretor-geral em exercício do DMLU, Carlos Vicente Gonçalves.
Durante a apresentação, Gonçalves enfatizou as inovações e melhorias que deverão ser executadas para atender a exigências de segurança do trabalho e do trânsito. Entre elas, destaque para os caminhões coletores que transportarão o motorista e mais três garis de forma segura.
A coleta automatizada será ampliada, com o fornecimento e a distribuição de 1.300 contêineres. A nova área será contígua à do primeiro módulo, implantado em julho de 2011, e contemplará mais três bairros inteiros (Auxiliadora, Bela Vista e Mont’Serrat), completará a área de três que atualmente são servidos apenas de forma parcial (Praia de Belas, Rio Branco e Moinhos de Vento) e chegará a uma parte de outros três que ainda não têm esse serviço (Petrópolis, Higienópolis e São João). A contratada terá que identificar os contêineres por dispositivo eletrônico, monitorando a coleta e a lavagem dos recipientes.
Questionado sobre motivo da escolha por esse sistema agrupado, Gonçalves afirmou que se trata de uma decisão gerencial para que o órgão alcance mais qualidade na prestação do serviço. Segundo ele, a licitação tem abrangência nacional e no mínimo dez empresas brasileiras podem concorrer – o que gerou especulações entre os empresários do ramo.
Há rumores de que o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, tenha ido a Lima, no Peru, em maio passado, justamente para conhecer o sistema de limpeza urbana do distrito de Miraflores, realizado pela empresa Relima. O grupo pertence ao brasileiro Solví, que é representado pela Revita Engenharia Ambiental S/A, atual empresa responsável pela coleta de lixo na capital gaúcha.
A proposta não se estende aos serviços de varrição e capina. O contrato será de 12 meses, podendo ser renovável por até cinco anos.
20/06/2012
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