Novo cenário político deve abrir compra...


São José dos Campos (SP) - A Embraer participa do projeto como líder do Consórcio Mirage 2000BR, em parceria com as sócias francesas Dassault e Thales. Botelho disse "acreditar no bom senso pragmático do governo" no momento da decisão final. "É a ação de maior valor para o País e para a Força Aérea", completa. Avaliado em US$ 700 milhões, o programa F-X, como foi batizado, prevê a compra de 12 a 24 caças.
A análise das propostas enviadas pelas cinco empresas concorrentes já foi concluída. A Comissão Interministerial, nomeada por decreto presidencial, já produziu o seu relatório. O processo encontra-se hoje na Secretaria Executiva do Conselho de Defesa Nacional, aguardando a convocação do Conselho pelo presidente Lula.
A decisão está nas mãos do presidente, que pode tanto definir o processo com base no relatório feito pela Comissão Interministerial, como adiar mais uma vez o resultado ou mesmo cancelar a licitação. O prazo das ofertas, que expira no dia 31 de dezembro, também pode ser estendido pelo governo. O cancelamento da concorrência é considerado remoto, tendo em vista a repercussão política negativa que isso teria para o Brasil no exterior. As empresas investiram mais de US$ 7 milhões no projeto até o momento.
Para o diretor da Lockheed para as Américas, fabricante do caça F-16, que está na concorrência F-X, Richard Singer, quanto mais o tempo passa mais difícil se torna o processo de escolha do novo caça brasileiro. "O ideal era que o governo abrisse uma nova concorrência, para garantir o fornecimento de caças mais novos, pois os que estão aí, até o prazo de entrega, em 2009 e 2010, estarão superados".
O executivo disse que o governo americano mantém a proposta do caça F-16, mas não descarta a possibilidade de oferecer um modelo de nova geração, como o F-35, que entrará em operação em 2009, caso o Brasil decida mudar as regras do F-X.
Singer acredita que uma solução intermediária, como a compra de caças usados, poderia atender às necessidades imediatas da FAB, até que os novos aviões sejam entregues a partir de 2009. "O F-16 usado seria uma alternativa interessante para o Brasil. Existem vários deles disponíveis para entrega imediata e com um custo baixo, cerca de 10% a 15% do preço de um caça novo".
A Embraer é parceira da Lockheed Martin no contrato de fornecimento de aeronaves de vigilância ao Exército dos EUA. Avaliado em US$ 7 bilhões, o programa prevê o fornecimento de 38 aviões, baseados na plataforma do ERJ-145, da Embraer. "Temos ótimas relações com a Embraer hoje e gostaríamos muito de ampliar essa parceria em programas como o F-X, mas a empresa está fechada para oportunidades nessa área em função do acordo com os franceses".
A parceria da Embraer com os franceses, segundo Botelho, foi construída a partir de uma visão estratégica de crescimento dos negócios na área de defesa. "Nós buscamos esta associação com os ingleses, suecos e americanos, mas só os franceses se dispuseram a aceitar os nossos termos". Uma solução não-Embraer para o F-X, segundo uma fonte do setor militar, seria politicamente complicada. "Embora o avião russo seja o melhor tecnicamente, o conjunto da proposta Embraer é mais vantajoso para o Brasil".
O presidente da Avibrás, empresa parceira do Consórcio russo Rosobornexport no F-X, com o caça Sukhoi 35, João Verdi, retornou semana passada de missão empresarial de dez dias na Rússia, onde acompanhou a comitiva do vice-presidente José de Alencar. "A Avibrás esteve lá para reforçar a parceria com o consórcio russo no programa F-X", disse o diretor comercial da empresa, Sami Hassuani.
O vice-presidente da empresa anglo-sueca Gripen no Brasil, fabricante do caça JAS-39 Gripen, Erik Hjelm, disse que o grupo continua otimista com o resultado da concorrência. "Acreditamos que temos a melhor oferta para a FAB e para o Brasil".


18/10/2004

Fonte: Gazeta Mercantil

 

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