Desde o ano passado, o ABCD planeja implantar mais de 550 câmeras de segurança. Demorou, mas parte destes olhos digitais começa a sair do papel em São Bernardo e Diadema em novembro. O tema ganhou destaque após o setor de Homicídios da Delegacia Seccional de Santo André sair em uma caçada pelas ruas do município em busca de imagens de câmeras que pudessem identificar os três suspeitos de ter degolado a universitária Lore de Santana Vaz, 26 anos, em 12 de setembro.
Da Região, São Bernardo será a cidade que mais investirá na tecnologia com a instalação de 400 equipamentos ao custo de R$ 15 milhões dos cofres municipais. O processo licitatório está na fase final, o que dá condições para que o município inicie a instalação a partir de novembro. A expectativa é que até dezembro metade dos equipamentos esteja instalada e em junho de 2013 todo o processo tenha sido finalizado.
O cronograma de Diadema também prevê para novembro a instalação de mais cinco equipamentos. O investimento será de R$ 250 mil, o que inclui recurso municipal e da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça. Todas as regiões da cidade são monitoradas. As novas câmeras servirão para reforçar três pontos da região Leste e os bairros Taboão e Jardim Inamar.
Ampliação - Hoje o ABCD possui 151 câmeras: em Santo André (19), São Bernardo (8), São Caetano (60) e Diadema (64). Com os projetos de ampliação, a Região passará a contar com 700 equipamentos. Para o consultor de segurança José Vicente da Silva Filho, câmeras ajudam a inibir a criminalidade e são reforço ao trabalho de segurança, mas não devem ser instaladas em larga escala. “Devem ser usadas apenas nos pontos estratégicos.”
Índice de crimes determina os locais
Apesar da grande quantidade de equipamentos, todas as prefeituras do ABCD garantem instalar as câmeras somente nos pontos estratégicos de cada cidade com base em diagnósticos da criminalidade. Algumas usam, inclusive, as câmeras móveis que são retiradas de uma região quando o índice da criminalidade migra para outro bairro.
As centrais de monitoramento são operadas pela Guarda Civil Municipal, que possui comunicação via rádio com as polícias Militar e Civil. Silva Filho analisa como positivo o contato com as polícias. “Para que as câmeras deem certo é preciso agir de forma rápida.”
No entanto, o consultor de segurança criticou o fato de as prefeituras investirem na compra dos equipamentos, ao invés de apenas licitar o serviço. “Comprar, instalar e fazer manutenção sai caro.”
Outras cidades seguem sem data para instalação
Em Mauá, o projeto de instalação de 26 câmeras de monitoramento está na fase de licitação, mas a Prefeitura não passou a perspectiva sobre o início da instalação. A expectativa é que Administração divulgue, ainda neste mês, um cronograma. Estes serão os primeiros equipamentos do município, com investimento de R$ 1 milhão entre União e município.
O projeto de Santo André, entregue em setembro do ano passado, prevê a ampliação de mais 103 equipamentos. Porém, a iniciativa não saiu do papel. Questionada, a Prefeitura não se manifestou até o fechamento desta edição. O investimento previsto é de R$ 5 milhões.
As prefeituras de São Caetano e Ribeirão Pires estão estudando projetos. Em São Caetano, a Prefeitura quer ampliar de 60 para 76 o número de equipamentos. Já Ribeirão não revelou a quantidade de câmeras que pretende instalar. Ambos os projetos não têm data para sair do papel.
02/10/2012
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