Cerca de dois meses após o aparecimento de manchas de óleo no litoral do Nordeste, a ilha de Fernando de Noronha, a 545 quilômetros do Recife, não registrou vestígios do material. Mas, diante do desconhecimento sobre a origem do petróleo e de como ele se desloca pelas águas do Nordeste, a administração do arquipélago abriu um chamamento público para adquirir 1,2 mil quilômetros de boias de contenção e mantas absorventes. Também serão comprados equipamentos de proteção individual.
De acordo com o administrador da ilha, Guilherme Rocha, a medida foi adotada porque não há como ter certeza absoluta de que o petróleo cru não vá chegar às praias de Noronha. “Com a incerteza e as vagas informações que temos até hoje sobre de onde vem o óleo, não sabemos se a ilha será acometida. A possibilidade, segundos os especialistas que consultamos, é muito remota, porém, por não ter certeza achamos por bem tomar medidas emergenciais”, afirmou Guilherme.
O gestor afirmou ainda que solicitou apoio ao Ministério do Meio Ambiente para que sejam enviados materiais de mar, como boias de contenção e mantas. A medida é uma prevenção já que estudos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) calculam que uma quantidade estimada entre 30% e 40% de todo o óleo que chegou à costa do Nordeste desde que os primeiros resíduos de óleo foram detectados em praias da região ainda está no oceano e deve ser trazida ao litoral pelas correntes marítimas.
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