Único integrante do Palácio do Planalto a falar ontem sobre os R$ 55 mil gastos com cartão corporativo por um segurança de Lurian, filha do presidente Lula, o coronel Homero Zanotta, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), disse a Zero Hora que todas as despesas têm justificativas claras.
ZH - Como o GSI avalia a divulgação dos gastos do segurança da filha do presidente?
Homero Zanotta - Nenhum país do mundo revela os gastos com a sua segurança presidencial. No caso de Florianópolis, os dados podem não envolver a segurança nacional, mas envolvem a segurança pessoal da filha do presidente.
ZH - O que o senhor tem a dizer em relação aos gastos?
Zanotta - Todas as despesas são legais, têm processo de prestação de contas e serão examinadas para ver o que levou a cada uso do cartão. Há situações em que não há como esperar uma licitação. Vamos supor que o portão eletrônico do escritório do GSI tenha deixado de funcionar. Esse problema não pode aguardar um processo licitatório.
ZH - Houve exagero de gastos?
Zanotta - Não se pode julgar os gastos como um todo. Tem que ser examinada cada despesa para ver o que levou ao gasto.
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