O Metrô de São Paulo publicou nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, quatro avisos de licitação para a contratação de serviços técnicos especializados de engenharia e arquitetura voltados à implantação da futura Linha 22–Marrom. As contratações abrangem levantamentos detalhados ao longo do traçado previsto entre Cotia, Osasco e a zona oeste da capital paulista.
Os serviços são considerados etapa essencial para a consolidação do projeto, pois vão fornecer a base técnica necessária para o desenvolvimento do projeto básico e, posteriormente, para a execução das obras.
As licitações preveem a realização de um conjunto de estudos técnicos, com destaque para:
•mapeamento e cadastramento das redes de utilidades públicas, como água, esgoto, energia, gás e telecomunicações
•levantamento planialtimétrico cadastral, que identifica relevo, dimensões e características físicas do terreno
•cadastro do sistema viário, alinhamento predial e ocupação urbana
•identificação de áreas para pátios de estacionamento e manutenção de trens
Na prática, esses serviços funcionam como um “raio-x” do território, reduzindo riscos de interferências e permitindo maior precisão no planejamento da infraestrutura.
O Metrô dividiu a contratação em quatro lotes, cobrindo integralmente o eixo da futura linha:
•Lote 01 (Licitação nº 10022809):
trecho em Cotia, entre a confluência da Rua Lever com a Rua Welcome e a região da Estrada de Cotia com a Rua Indochina. Inclui levantamentos também para áreas destinadas a pátios operacionais.
•Lote 02 (Licitação nº 10022810):
segmento entre Cotia e Osasco, ligando a Estrada de Cotia (altura da Rua Indochina) até a região da Avenida Victor Civita com a Rua Paranaense, já no município de Osasco.
•Lote 03 (Licitação nº 10022811):
trecho entre Osasco e a capital, partindo da Avenida Victor Civita (Osasco) até a região da Avenida Professor Luciano Gualberto com a Rua do Anfiteatro, na Cidade Universitária (USP), em São Paulo. Também contempla áreas para pátios.
•Lote 04 (Licitação nº 10022812):
trecho final dentro da capital, entre a região da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto) até a zona oeste, nas imediações da Rua Turiassu, incluindo novamente áreas destinadas a pátios de estacionamento e manutenção de trens.
A segmentação permite a execução simultânea dos trabalhos, acelerando o avanço dos estudos técnicos.
Sessões públicas ocorrem em maio
As licitações serão realizadas de forma eletrônica, pelo Compras.gov, nas seguintes datas:
•15 de maio de 2026 (Lote 01)
•20 de maio de 2026 (Lote 02)
•22 de maio de 2026 (Lote 03)
•27 de maio de 2026 (Lote 04)
Os editais estão disponíveis nos portais oficiais do governo e do Metrô.
Estudo mercadológico ocorre em paralelo
O avanço dessas contratações ocorre em paralelo a outra frente estratégica do projeto: o estudo mercadológico da Linha 22–Marrom, também já licitado pelo Metrô como noticiou o Diário do Transporte.
Esse estudo, cuja sessão está marcada para 14 de abril de 2026, tem como objetivo:
•estimar a demanda de passageiros
•identificar o perfil dos usuários
•avaliar o potencial de utilização do novo eixo metroviário
A análise é considerada peça-chave para o projeto, pois permitirá refinar projeções, orientar o dimensionamento do sistema e embasar decisões sobre investimentos e modelagem da concessão .
Além disso, o levantamento vai subsidiar estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, etapas necessárias para a implantação da linha .
Linha 22-Marrom: nova ligação estruturante
Com cerca de 29 km de extensão e 19 estações previstas, a Linha 22–Marrom deverá ligar Cotia à estação Sumaré, criando um novo eixo estruturante de transporte na zona oeste da Região Metropolitana de São Paulo .
A linha foi dimensionada para atender centenas de milhares de passageiros por dia e é vista como alternativa para reduzir a pressão sobre a Rodovia Raposo Tavares, um dos principais corredores viários da região.
A combinação entre levantamentos técnicos de campo (agora licitados) e estudo mercadológico (em contratação), indica que o projeto da Linha 22–Marrom entra em uma fase mais estruturada de desenvolvimento.
Embora ainda distante do início das obras, essas etapas são fundamentais para definir traçado, demanda, modelo de negócio e viabilidade econômica — elementos que vão sustentar a futura concessão do empreendimento.
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