O Ministério da Educação (MEC) tem planos de comprar brinquedos educativos para crianças de zero a cinco anos matriculadas em escolas públicas.
É a primeira vez que o MEC fará esse tipo de compra, de grande porte, e a capacidade da indústria nacional será posta à prova.
No segmento de livros didáticos, por exemplo, o MEC adquiriu 162 milhões de livros por R$ 1 bilhão.
Em audiência pública, realizada em julho de 2011, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do MEC responsável pelas compras, apresentou uma projeção inicial prevendo uma demanda de mais de 10 milhões de brinquedos de 60 diferentes tipos como dominó, boneca, carrinho, bola, triciclo e jogos.
Vale destacar que esses volumes não são definitivos e representam o máximo que o MEC pode adquirir.
Além disso, essas quantias foram apresentadas para verificar se o setor tem condições de atender a demanda. Os brinquedos serão destinados a 5,1 milhões de crianças de escolas públicas.
Em junho o MEC deve divulgar o edital que definirá os volumes, especificações e regras para participação dos pregões eletrônicos, por meio dos quais serão realizadas as compras.
O que já se sabe é que as fabricantes de brinquedos poderão formar consórcios e não há restrição para varejistas, importadoras ou empresas de outras áreas.
Ainda não há uma data definida para o pregão. Porém, após a publicação do edital, o FNDE não costuma demorar para realizar o pregão.
Trata-se de uma oportunidade inédita para a indústria nacional, que há anos enfrenta forte concorrência do produto estrangeiro.
Em 2011, as vendas de brinquedos nacionais cresceram 3% e as dos importados, 21%, segundo a associação brasileira do setor (Abrinq).
Há cinco anos, procuramos o MEC para adotar os brinquedos nas escolas como já acontece na França e Japão, diz Synésio Batista, presidente da Abrinq.
Segundo Batista, as compras governamentais podem representar 5% do faturamento do setor em 2015.
Porém, apesar do potencial de mercado e do pleito já ter cinco anos, a indústria corre o risco de patinar nas negociações com o governo.
A indústria nacional está preparada para atender as especificações técnicas. Mas participar de leilões com o governo é algo muito novo.
A indústria tem seus temores. Vamos ter que ensinar nossos sócios a trabalhar com licitações, disse o presidente da Abrinq.
Outro fator que pode ser um empecilho é a logística - a distribuição dos brinquedos (como é a dos livros comprados pelo MEC) deve ser nacional.
O projeto do MEC parece não estar tão amadurecido entre as empresas do setor.
O Valor procurou várias empresas para saber o impacto do projeto, mas somente a Brinquedos Bandeirantes respondeu. Informou que pretende participar dos pregões e tem condições para dar os lances nos pregões sem parceiros.
Cada categoria apresenta uma complexidade de produção que certamente será considerada.
Como maior fabricante de brinquedos da América do Sul, temos condições de ajustar nossa capacidade industrial, desde que haja o prazo exequível para o atendimento, informou Alexandre Branco, gerente de marketing da Brinquedos Bandeirante.(Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial)
24/04/2012
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