Cuiabá e Várzea Grande - O governador Blairo Maggi admitiu ontem que numa ação de colaboração o Estado e a União podem assumir a parte que lhes cabe nas obras do PAC em Cuiabá e Várzea Grande, com o objetivo de resolver o problema da paralisação das obras, após a deflagração da operação Pacenas, na última segunda-feira, pela Polícia Federal.
“Já estamos fazendo algumas conversas sobre a possibilidade do Estado e União serem os responsáveis por uma nova licitação”, disse Maggi, lembrando que a Prefeitura de Cuiabá está numa posição delicada após o anúncio do escândalo no processo de licitação.
Blairo Maggi cobrou uma definição das prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande se de fato as obras estão canceladas ou não. Lembrou que é importante que o poder público, as empresas e a Justiça definam todas as questões, inclusive o papel das empresas acusadas de fraudar a licitação. No entender de Maggi, estas empresas podem questionar na Justiça uma nova licitação, o que pode atrasar o reinício das obras.
Maggi mostrou-se preocupado com a possibilidade na demora do reinício das obras. Segundo o governador uma nova licitação, sem nenhum problema no percurso, pode demorar cerca de 90 dias. “No momento o mais importante é garantir a conclusão das obras, que são importantes para a população de Cuiabá e Várzea Grande”, disse.
Preocupado com o desdobramento futuro do escândalo, Maggi disse que “é lamentável tudo o que ocorreu. É ruim pra todo mundo: para o poder público, para as empresas e, principalmente, para a sociedade”.
O governador elogiou a decisão do juiz federal Julier Sebastião da Silva em bloquear o dinheiro destinado ao PAC em uma conta judicial. Segundo Maggi, esta decisão garantiu que os recursos não sejam perdidos. “Se o dinheiro voltasse para a União, a demora para um reinício seria muito maior, com a briga por alocação de recursos e tudo mais”, disse Maggi.
Para o governador, até o momento, as atitudes do prefeito de Cuiabá Wilson Santos estão sendo bem sensatas após o início da crise. Sem querer fazer nenhum prejulgamento, Maggi lembrou que quando um secretário seu, Moacir Pires (Meio Ambiente), teve um pedido de prisão decretado, ele o exonerou imediatamente. “Acho que o Wilson deveria ter feito o mesmo com o seu procurador”, disse Blairo Maggi sobre José Antonio Rosa, que acabou pedindo exoneração do cargo na última sexta-feira, quatro dias após ter sua prisão decretada pela Justiça Federal.
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