Lula autoriza em Torres início de obras da duplicação da BR-101


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta, dia 3, de cerimônia realizada em Torres, no litoral norte gaúcho, para oficializar o início das obras de duplicação do trecho entre Osório (RS) e Palhoça (SC) da BR-101. As obras têm previsão de término em 2007, e além de melhorar as ligações entre os dois Estados, irão facilitar a integração rodoviária do Brasil com os países do Mercosul, especialmente o Uruguai e a Argentina.
A duplicação renova a esperança de redução na mortandade no trânsito que vem destruindo famílias gaúchas e catarinenses. Centenas de moradores que vivem nas proximidades da rodovia foram assistir à solenidade, que contou também com a presença dos governadores Germano Rigotto e Luiz Henrique da Silveira, além dos ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento, Cidades, Olívio Dutra, e Educação, Tarso Genro, dos senadores Paulo Paim, Sérgio Zambiasi e Ideli Salvati, de deputados federais e estaduais e de diversas autoridades locais.
O ministro dos Transportes afirmou que ao menos um décimo do valor total da obra já tem sua liberação encaminhada.
– Fizemos uma licitação e 21 empresas vão participar das obras. Haverá geração de milhares e milhares de empregos na região – disse Nacimento.
Rigotto destacou a importância da obra para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina e para as população que vivem nas cidades cortadas pela BR-101.
– Esta duplicação representa desenvolvimento, uma infra-estrutura que os dois Estados precisavam, e representa qualidade de vida para a população do litoral.
O presidente Lula iniciou seu pronunciamento falando sobre as dificuldades de se governar um país do tamanho do Brasil, destacando que os Estados e partidos, com raras excessões, têm colaborado para a realização de projetos importantes para o país. O presidente destacou o crescimento do PIB brasileiro de 5,5% divulgado pelo IBGE nesta semana, 2,5 pontos percentuais acima das previsões feitas por economistas, e comemorou a criação de 2 milhões de empregos.
– Temos muitos problemas nesse país, problemas acumulados. Se não pagamos uma prestação, vai ficar mais difícil pagar duas, pagar três. A dívida social está acumulada há muito tempo, e ao invés de termos um milhão de pessoas com necessidas, temos 30 milhões. O governo não pode resolver tudo num passe de mágica – afirmou.
Lula contou que nos últimos 10 anos, todas as vezes em que esteve no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, ouviu pedidos sobre a duplicação da BR.
– Este é um lugar bonito, e por aqui pode transitar o Brasil inteiro, a América do Sul inteira. Esta rodovia pode promover a integração entre o Brasil, a América do Sul, com a Argentina, e o mais importante é que isso pode evitar que pessoas caiam estendidas nessa estrada por acidentes de trânsito.
Apontando para máquinas que estão à beira da rodovia, prometeu:
– Estas máquinas vão funcionar. Vamos botar essas máquinas para trabalhar, porque estamos cansados de ver obras em que quando as autoridades vão embora, fica tudo parado. Vamos investir R$ 500 milhões nessa estrada no ano que vem. Se for necessário, vamos trabalhar dia e noite, porque precisamos gerar empregos, riqueza e renda.
O presidente lembrou que dos mais de 60 mil quilômetros de estradas do Brasil, 35 mil precisam de recuperação, e demonstrando estar animado com os rumos da economia brasileira, disse achar que "vamos conseguir fazer mais do que prometemos durante a campanha".
As primeiras máquinas que vão trabalhar na duplicação da BR-101 já foram colocadas às margens da estrada. Nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Torres, três caçambas e três tratores aguardam o início das obras para entrar em ação.
Os recursos disponíveis por enquanto – R$ 11,7 milhões – são suficientes apenas para 33 dias de obras no Rio Grande do Sul, considerando-se o prazo de 36 meses e o orçamento total de R$ 385 milhões para a duplicação do trecho entre Osório e Torres, que tem 99,5 quilômetros. Para Santa Catarina, a previsão é de R$ 1,02 bilhão para alargar 248,5 quilômetros.
Em resposta à preocupação de que a obra seja paralisada por falta de recursos, o Ministério dos Transportes prometeu liberar nos próximos 10 dias mais R$ 33 milhões para investimento no Rio Grande do Sul. Em Brasília, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) estima que, até o final do ano, 80% dos R$ 135 milhões previstos no orçamento de 2004 estejam a dispor para as obras nos dois Estados. Os 20% restantes poderão ser gastos em 2005.
Aos que ainda duvidam da injeção dos R$ 2,4 bilhões (valor integral do projeto) até o fim de 2007, o governo promete reverter as expectativas. Em 2005, o Ministério dos Transportes planeja investir R$ 500 milhões (previstos em orçamento) e negocia a liberação de outros R$ 400 milhões, oriundos do projeto-piloto de gastos em infra-estrutura excluídos do cálculo de superávit fiscal. Se concretizado, o aporte desses recursos terá o aval do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Nesta tarde o presidente Lula participa de cerimônia de autorização para o início das obras em Palhoça, em Santa Catarina.


03/12/2004

Fonte: Rádio Gaúcha e Zero Hora

 

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