O primeiro dia de audiências públicas para apresentações de propostas para o programa Lixo Zero mostrou que o trabalho para chegar ao modelo ideal será árduo. O motivo é a disparidade dos projetos apresentados pelas empresas interessadas. Ao todo, sete propostas serão debatidas e a partir delas um grupo de trabalho da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vai formular a política a ser adotada. Na última terça-feira, 29, a empresa "Cavo Serviços de Saneamento" e a "Cooper Região", a maior cooperativa de recicladores de Londrina, apresentaram suas ideias.
Conforme o presidente da CMTU, Carlos Geirinhas, a partir delas será definido o modelo de política para o lixo, o que deve acontecer até o fim deste ano. Na sequência será preparado o termo de referência para a abertura do processo licitatório que vai definir qual ou quais empresas tocarão o serviço. A expectativa da CMTU é de que as propostas a serem apresentadas tratem da questão de forma “global”, como no caso da Cavo ou de apenas parte do serviço, como no caso da Cooper Região. Internamente, a administração municipal pensa num modelo em que os postos de trabalho dos recicladores sejam mantidos.
A proposta da Cavo, na primeira audiência pública do programa Lixo Zero, prevê uma Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos e um investimento de R$ 247 milhões ao longo do tempo. A empresa diz ter tecnologia para aferir o volume de lixo produzido pelos cidadãos e cobrar proporcionalmente a taxa de lixo.
A ideia da empresa é investir em educação ambiental, incentivando a separação do lixo em orgânico, reciclável e rejeitos, o que facilitaria o trabalho. O lixo coletado seria levado para três centrais: duas para triagem, do lixo reciclável, em dois pontos diferentes da cidade, e uma de processamento, para a qual iria todo o restante do lixo.
Já a proposta da "Cooper Região" é manter os postos de trabalho dos 800 recicladores em atividade. As cooperativas, que atuariam em conjunto, cuidariam da coleta e tratamento do lixo reciclável. De acordo com Simone Cardoso, membro do conselho da cooperativa – que é a maior da cidade, com 240 recicladores –, seriam instaladas 10 esteiras para separação do lixo em 10 barracões distribuídos pela cidade. Cada barracão teria um total de 80 recicladores trabalhando em dois turnos com 40 cada. O restante do lixo ficaria por conta de outra empresa.
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