A licitação marcada para o dia 19 pela prefeitura de Belém que amplia para mais 25 anos a utilização do lixão do Aurá pode ser suspensa. O pedido foi feito pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) do Pará ao Ministério Público do Estado.
De acordo com o sanitarista, engenheiro civil e professor da Universidade Federal do Pará Luiz Otávio Mota Pereira, o local é operado sem técnicas sanitárias e ambientais e estaria operando sem licenciamento ambiental.
O lixão recebe diariamente cerca de 2 mil toneladas de resíduos produzidos por cerca de 450 mil residências da capital e de Ananindeua. "Estão querendo prolongar por mais 25 anos um dos maiores crimes ambientais do Brasil", diz Pereira.
O sanitarista diz que o lixão ameaça a qualidade do Rio Guamá, que abastece de água a Região Metropolitana de Belém. O chorume gerado pelo lixo continua penetrando no solo e, de acordo com estudo, fluindo para lagoas no sul da área, principalmente os Igarapés Santana do Aurá, Jarucá e Santo Antonio.
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