Uma rodada de licitações públicas do governos federal e do estado de São Paulo movimenta a indústria de seringas. Segundo informações do Valor Econômico, só a fabricante nacional Becton Dickinson (BD) projeta disponibilizar 400 milhões de unidades ao mercado em 2021, para ajudar a promover a imunização em massa contra a Covid-19.
No caso do Ministério da Saúde, o edital prevê compra de 330 milhões de seringas. Segundo o diretor de assuntos corporativos da BD no Brasil, Walban Souza, as entregas serão escalonadas, com início previsto em janeiro e trabalho em três turnos. A Secretaria do Estado de Saúde também acelere o passo e tem 27 pregões programados entre os dias 18 e 23 de dezembro, cada um com 4 milhões de seringas para compra.
“Na licitação do governo federal tem mais uma peculiaridade: ela permite que as empresas participantes informem a quantidade que podem fornecer. Assim, mais de uma fabricantes poderá participar desse edital. As entregas devem se estender por, pelo menos oito meses”, destaca o executivo, que também é presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde (Abimed).
Outras duas fabricantes nacionais são a Injex e a Saldanha Rodrigues. Somadas, as três companhias têm uma capacidade instalada de 1,5 bilhão de unidades por ano. “Desse volume, 300 milhões são importadas”, resslata Souza.
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