Alagamentos crônicos têm afetado mais uma vez a zona norte de Porto Alegre por causa das chuvaradas que atingem a cidade desde a quinta-feira. Vias importantes como a Avenida Sertório e a Rua Voluntários da Pátria se encheram de água, e a dificuldade de escoamento criou poças ao longo das vias, impedindo o trânsito em alguns trechos nesta sexta-feira.
A solução para o problema, que se repete a cada temporal, é a reforma de casas de bombas e do sistema de drenagem, defasados ante o crescimento da Capital. Para isso, o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) quer lançar até o final do ano uma licitação para modernizar 13 casas de bombas, em dois lotes, segundo o diretor-geral do DEP, Tarso Boelter. A previsão é de começar as obras no ano que vem.
— Serão instalados geradores e ampliada a capacidade de bombeamento. As casas de bombas foram construídas lá pela década de 1970. A cidade cresceu, aumentou a impermeabilidade do solo, houve um crescimento desordenado, principalmente na Zona Norte, e nunca houve recursos para fazer um novo dimensionamento — argumenta Boelter.
A licitação atenuaria os alagamentos na Voluntários. Na região operam duas casas de bombas, no Trensurb e na Avenida da Legalidade, que não dão conta do volume de água de chuvas mais intensas. Outra obra, para instalar 150 metros de redes na Rua Dona Teodora com Voluntários, foi interrompida por causa de furtos de materiais. O DEP trata com a comunidade local para poder retomar os trabalhos.
Na Sertório, melhorias nas casas de bombas não seriam suficientes. Será preciso realizar uma obra de macrodrenagem ao longo da via, mas ainda não foram captados recursos
— Hoje a rede atravessa toda a Sertório e desemboca no Canal Margarida, que funciona praticamente sempre afogado. Qualquer chuva gera transtornos na Rua Dona Margarida, 14 de Julho e região. Já fizemos uma ação de limpeza de bocas de lobo, troca de tampas quebradas, mas, infelizmente, não trouxe resultado. O problema é de macrodrenagem, tem que fazer galerias, dar um novo dimensionamento — explicou Boelter.
Outras partes da cidade também sofrem com a chuva
No Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), as aulas desta sexta-feira foram suspensas nos três turnos, pois a água da chuva invadiu as salas. Conforme a assessoria de comunicação da instituição, o teste Toefl marcado para a tarde será mantido, mas no prédio ao lado, do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (Icta).
A Unidade Básica de Saúde Lami, assim como as Unidades de Saúde da Família 5ª Unidade (Restinga) e Mato Sampaio, foram fechadas devido à intensidade da chuva. Foram registrados alagamentos dentro dos prédios, e a energia elétrica precisou ser desligada.
A Capital também tem bairros sem abastecimento de água — as interrupções na energia elétrica impediram o funcionamento do sistema de bombeamento em alguns pontos da cidade, conforme a prefeitura. O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) recebeu ligações das zonas Sul, Extremo Sul, Leste e ilhas. Não há previsão de quando o serviço poderá ser normalizado.
20/10/2014
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