Dois anos após os eventos climáticos de maio de 2024, que causaram o desmoronamento de encostas em Gramado, a recuperação das áreas atingidas no bairro Piratini entra em sua fase decisiva. A prefeitura confirmou que o edital de licitação para a contratação da empresa responsável pelas obras será publicado ainda nesta semana.
Segundo o secretário de Governança da Prefeitura de Gramado, Germano Junges, o cronograma estabelece que, após a publicação, as empresas terão 20 dias para habilitação e apresentação de propostas. Na sequência, ocorre o julgamento técnico.
A expectativa do Executivo é que, com a definição da vencedora, a assinatura do contrato e a ordem de início devem ocorrer para que as máquinas comecem a trabalhar na segunda quinzena de junho.
A intervenção é aguardada com ansiedade pelos moradores das ruas Henrique Bertoluci, Afonso Oberherr e Guilherme Dal Ri, locais onde o desastre geológico deixou um rastro de destruição.
Divisão das etapas e investimentos
Ainda, segundo o secretário Germano Junges, o projeto de recuperação, orçado em mais de R$ 43 milhões, será executado em duas grandes fases:
Primeira etapa (Contenção e Via (licitação que será publicada agora): Focada na construção de muros de contenção e recuperação da via. Esta fase terá o custo de R$ 14 milhões, sendo R$ 12,93 milhões provenientes do Governo Federal e o restante como contrapartida do município.
Segunda etapa (Urbanização): Envolve a pavimentação definitiva, criação de praças e monumentos. O investimento será de R$ 19 milhões do Governo do Estado e o restante do município. O prazo total para a conclusão de todo o complexo é de dois anos.
Planejamento e desapropriações
A administração municipal esclarece que o intervalo de dois anos foi necessário para garantir a segurança técnica. No primeiro período, foi realizado um monitoramento rigoroso e estudo de solo da área. Somente após esses laudos, o projeto de engenharia foi elaborado para buscar os recursos externos.
Para viabilizar a obra, a prefeitura realizou a desapropriação de 35 lotes. Do total de famílias afetadas, 34 aceitaram as propostas de indenização e apenas uma segue em discussão judicial. Até o momento, o Executivo já desembolsou R$ 8,3 milhões em pagamentos para 25 famílias, enquanto outras nove aguardam a regularização de documentos para receber os valores.
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