Licitação para CT de Várzea Grande fracassa e Sinduscon critica Secopa


A licitação para as obras do Centro Oficial de Treinamento (COT) de Várzea Grande terá de ser refeita devido à desclassificação da única empresa concorrente para o projeto estimado em R$ 25,8 milhões. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Secretaria Extraordinária da Copa Fifa 2014 (Secopa) e virou motivo de indignação por parte do setor da construção em Mato Grosso.
“Ficamos meros expectadores dessa Copa”, resumiu o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon), Cezário Neto.
Localizado na região da Barra do Pari, o COT deverá ocupar 52 mil metros quadrados de área com estrutura para três mil torcedores e sua construção deve ser cumprida em até 360 dias após a assinatura da ordem de serviço. O projeto prevê salas de imprensa, cabines de transmissão, vestiários, estacionamento, camarotes, lounge, sala de musculação, sala de fisioterapia, alojamentos, lavanderia, cozinha, refeitório e restaurante.
Marcada para esta última quarta-feira (11), a sessão de habilitação para o certame do COT contou com apenas uma empresa, a qual não conseguiu atender aos requisitos previstos no edital lançado pelo governo do Estado. A inaptidão da única concorrente, contudo, é apontada pelo Sinduscon como mero reflexo da política excludente que o governo do Estado tem adotado para a realização dos empreendimentos da Copa 2014.
Para o presidente, o governo tem se utilizado de altas exigências impossíveis de serem atendidas pelas empresas locais, o que privilegia as corporações de fora do Estado num “claro direcionamento”. Outras obras lançadas sob a mesma política são as do aeroporto e das trincheiras, além das do Hospital Regional, pontuou o sindicalista.
Desta forma, o setor local perde não somente a oportunidade de empreender, mas mão-de-obra para as construtoras de fora. Estreitando tanto o leque de empresas, o Estado também sai perdendo em termos de possibilidades de negócios – e quem paga a conta é o contribuinte. “Eles tiram das nossas empresas a possibilidade de qualquer participação”.

Outro lado
Um representante do único consórcio concorrente na licitação - Engeglobal / Três Irmãos - procurou a reportagem para explicar que se habilitou em todos os itens requeridos, exceto o que dizia respeito ao tipo da fundação profunda do projeto. De qualquer modo, o consórcio fez questão de esclarecer que a licitação não foi suspensa; de acordo com o edital, corre agora prazo de cinco dias para apresentação de recurso por parte da concorrente. Este recurso deverá ser acompanhado de um laudo técnico.


13/07/2012

Fonte: Olhar Direto

 

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