São José dos Campos - A concorrência do F-X foi marcada por interrupções, lobbys e questionamentos sobre a sua real necessidade para o país.
Criada pelo governo do então presidente Fernando Henrique de Mello (PSDB), a licitação foi suspensa por determinação do presidente Lula em janeiro de 2003, um dia depois de ter assumido a presidência.
A alegação foi a de que os recursos, US$ 700 milhões, seriam melhor empregados no Programa Fome Zero.
Dez meses depois, no dia 1º de outubro de 2003, a Aeronáutica recebeu do Ministério da Defesa o aval para retomar o processo.
Na ocasião, os cinco consórcios participantes foram informados sobre a possibilidade de atualização das propostas, visando eventuais evoluções em relação à proposta anterior, entregue havia mais de um ano.
Em dezembro daquele mesmo ano, a Aeronáutica entregou o relatório final ao Ministério da Defesa com base nas propostas atualizadas. A etapa seguinte e também decisiva, que consistia na convocação do Conselho de Defesa Nacional, nunca chegou a ser realizada.
A decisão final, apesar do conselho, caberia ao presidente da República. O governo brasileiro começou a discutir o assunto em 1995, em seguida os fabricantes vieram para o Brasil, instalaram escritórios comerciais e fizeram investimentos.
Os governos dos seus respectivos países também se mobilizaram para a disputa, com lobbys políticos junto ao governo brasileiro.
13/07/2005
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