Licitação do esgoto: maioria dos vereadores descarta criar CPI


Sete vereadores manifestaram-se, esta noite, contrários à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar supostas irregularidades na licitação das obras da rede de esgoto em Sinop, que estão sendo investigadas pelo Superior Tribunal de Justiça. Não houve apresentação formal de requerimento para o assunto ser apreciado na sessão de hoje, mas foi o centro dos debates. Os vereadores da bancada de oposição, Valdemar Júnior (PPS), Mauro Garcia (PPS) e Tião da São Camilo (PMDB) assinaram o requerimento. Para que seja apresentado em plenário são necessárias quatro assinaturas de parlamentares.
A vice-preresidente Zuleica Mendes (PMDB) justificou-se, na tribuna, por não ter apoiado a abertura da CPI. “Eu pedi calma para meus colegas Valdemar e Mauro quando me pediram para assinar o requerimento. Falei com meu marido, que é advogado, e meu filho, que é promotor, e eles me disseram que não adianta entrar com CPI agora. Ele (prefeito) não foi indiciado. Agora, se tiver indícios que ele tem culpa eu serei a quarta a assinar o requerimento”, declarou. Ela anunciou que já entrou com uma ação no Ministério Público pedindo o cancelamento do contrato com a empresa Gautama, investigada por suspeitas de fraudes em licitações de obras públicas.
O vereador José Pedro Serafini (PMDB) também adotou posicionamento semelhante ao de Zuleica. O líder do Executivo na câmara, vereador Chicão do Varejão (DEM) disse que é preciso esperar as investigações e “não fazer julgamento antecipado. Se o prefeito dever e se houver irregularidades seremos todos unânimes em cobrar”, defendeu. Nilson foi preso, depôs e foi liberado porque não há provas do suposto recebimento de propina.
O vereador Valdemar Júnior (PPS) disse que a câmara não pode esperar o encerramento das investigações pela Justiça para dar seu parecer. “Sinop precisa da verdade urgente... nós temos o fator determinado pelo estatuto para abrir a CPI. O prefeito é suspeito de receber propina, o que pode causar e abrir uma CPI”, justificou.
Para o vereador Gilson de Oliveira (PP) “é hora de suspender a licitação, enquanto a empresa não se esclarecer das acusações. O Ministério Público e a ministra estão investigando”, salientou, também sendo contrário a instalação de comissão parlamentar.
O vereador Mauro Garcia (PPS) defendeu o afastamento do prefeito e disse que “agora é hora de fiscalizar”. Lembrou da época da aprovação do projeto para implantação do esgoto em 40% da cidade chegou a alerta sobre superfaturamento da obra.
A presidente Sinéia Abreu (PSDB) também usou a tribuna e disse que “se realmente a empresa foi impedida de participar da licitação, a segunda será convocada. O prefeito está empenhado para garantir os recursos junto ao BNDES parfa ser feita a rede de esgoto e melhorar a qualidade de vida da população”, enfatizou.
A sessão foi encerrada pela vice-presidente Zuleica Mendes, quando Sinéia Abreu fazia seu pronunciamento e a vereadora Cleuza Navarini foi aparteá-la. Cleuza defendia os servidores públicos, que assistiam a sessão, da colocação feita por Mauro Garcia “que eles tinham sido obrigados a irem para a câmara”. Os manifestantes começaram a vaiar e gritar e, diante da desordem, Zuleica encerrou a sessão.
O auditório da câmara ficou lotado de aliados do prefeito e adversários. Vaias e aplausos eram manifestadas nos pronunciamentos de vereadores. A maioria dos manifestantes era estudantes. Eles levaram faixas e cartazes com frases “Fora a corrupção!”, “Sinop nada x 5 garrafas de vinho”, dentre outras. Alguns manifestantes estavam com rostos pintados. Algumas pessoas também manifestaram apoio ao prefeito Nilson Leitão. Um cartaz declarava “Toda pessoa é inocente até que se prove o contrário”.
Com auditório cheio, cerca de 200 pessoas ficaram do lado de fora da câmara e, a maioria, protestando. Pelo menos dois ônibus trouxeram e levaram grande parte deles até à câmara. Antes da sessão começar, houve um princípio de tumulto quando alguns estudantes de escolas públicas tentavam entrar. Um estudante atirou ovos em direção da porta, atingindo alguns soldados da PM. Outro ovo acertou o quadro do colonizador Enio Pipino, no saguão. Houve princípio de tumulto e um menor acabou sendo pego por soldados. Colegas acharam que ele ia ser preso e pressionaram para soltá-lo. Ele foi entregue a um professor, que acompanhava as manifestações.


28/05/2007

Fonte: Só Notícias (MT)

 

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