Licitação do camelódromo aéreo atrasa dois meses


Previsto para sair no final de março, o edital de licitação para a construção do camelódromo aéreo no centro de Porto Alegre só deverá estar pronto em maio. O atraso de dois meses deve-se ao fato de a prefeitura ter decidido concluir primeiramente o Relatório de Impacto Ambiental (RIA) e o Estudo de Viabilidade Urbana (EVU) do empreendimento, que deverá ser construído em uma plataforma sobre o terminal de ônibus da Praça Rui Barbosa.
Normalmente, essas análises são realizadas após o resultado da licitação, antes de a empresa vencedora iniciar as obras. Conforme o secretário da Produção, Indústria e Comércio (Smic), Idenir Cecchim, a medida foi adotada para deixar mais claros os aspectos envolvidos no empreendimento e, assim, tentar atrair um número maior de participantes à concorrência. O vencedor terá de seguir o projeto básico determinado pela prefeitura.
- Há muitos grupos interessados, alguns até de fora do Estado, mas ainda havia dúvidas. Com a conclusão desses estudos, daremos mais tranqüilidade a quem quiser participar da licitação - diz Cecchim.
O RIA tem a finalidade de verificar o impacto do camelódromo no entorno do complexo, como alterações no trânsito, nível de emissão de poluentes e drenagem da água da chuva, por exemplo. O EVU, explica Cecchim, analisa os aspectos urbanísticos do projeto, especialmente o acesso do público aos ônibus e a segurança dos usuários. Os estudos estão a cargo de secretarias municipais e poderão resultar em sugestões de mudanças no projeto original.
- A conclusão dessas análises prévias dará mais segurança legal e ambiental para o empreendedor e para a sociedade - avalia o secretário municipal do Meio Ambiente, Beto Moesch.
Com as análises concluídas, a empresa ou grupo vencedor da licitação poderá iniciar as obras 30 dias após a assinatura do contrato. Como o edital sairá em maio, a Smic calcula que a construção do camelódromo deverá começar no final de junho ou no início de julho. A expectativa para a conclusão da obra de 10 mil metros quadrados continua a mesma: seis a oito meses após o início.
Quem vencer a licitação ganhará a concessão para explorar o complexo por um período de 20 a 25 anos - o prazo exato ainda será definido no edital. O local abrigará em torno de 800 bancas, que serão locadas a um valor mensal de aproximadamente R$ 300. O custo da obra é estimado entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões.


10/04/2006

Fonte: Clic RBS

 

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