O governo de João Doria, em São Paulo, lançou neste mês a licitação para a gestão privada de quatro presídios, mas os termos não agradaram potenciais investidores. Quem estava interessado em competir acha que o edital pesou a mão nas multas que o parceiro privado pode sofrer por infrações cometidas por presos e funcionários. Nas palavras de um investidor, a multa no caso de entrada de drogas para presos resultaria na “maconha mais cara do Brasil”.
Fuga O concessionário pode ter de pagar mais de R$ 2,5 milhões caso um dos funcionários do presídio contribua, com dolo ou culpa, para a fuga de presos.
Tráfico O mesmo valor será aplicado em caso de entrada de drogas aos detentos, o que levou o investidor a ironizar com o possível preço do ilícito.
Função Pela parceria, o setor privado fica responsável por fazer manutenção, prestar serviços técnicos e de apoio médico, psicológico, de trabalho e outros.
Pena Segundo o governo, as unidades, que estão em construção, serão entregues ainda neste ano, duas em Gália, uma em Aguaí e outra em Registro. No total, serão 3.292 vagas.
30/09/2019
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