Licitação de até R$ 2,2 bi para caças da FAB reativa Lobbies


A notícia foi confirmada pelo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, durante solenidade na Embraer: a licitação do Projeto FX, que renovará a frota de caças de combate da Força Aérea, será realizada no ano que vem. Mais não foi dito por Saito. Mas, a partir daquele momento, uma intensa movimentação começou entre nos gabinetes de Brasília e, sobretudo, entre as cinco grandes fabricantes globais do setor de defesa: a Dassault (com o jato Rafalle), a Sukhoi (Sukhoi-35), a Lockheed-Martin (F-16), a Eurofighter (Eurofighter), a Grippen. Está em jogo um contrato que, num primeiro momento, pode atingir um total de US$ 2,2 bilhões. Segundo especialistas, porém, a bolada pode ser bem maior. Afinal, quem fornecer o primeiro lote de aeronaves (36, segundo o próprio Saito) certamente terá preferência na renovação total da frota da FAB. O que parece certo é que a licitação não seguirá os moldes daquela que se arrastou ao longo de todo o governo de Fernando Henrique Cardoso e acabou não saindo do papel. "Vamos sair do zero. Será completamente diferente", adiantou uma fonte do governo. A concorrência fugirá aos padrões que regem as compras do setor público. Por se enquadrar no planejamento estratégico da defesa do País, a aquisição dos jatos seguirá um trâmite mais simples e enxuto.
Caberá ao Estado-Maior da Aeronáutica a decisão final. A idéia, que depende ainda do aval do Congresso, é realizar uma licitação dirigida, na qual, de antemão, serão escolhidas as empresas que participarão da disputa. Algumas características do negócio deverão ser mantidas em sigilo, sobretudo as que dizem respeito à estratégia de defesa. Assim é na maioria dos países. O Estado-Maior fará sua escolha e encaminhará a decisão ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. A decisão se sustentará sobre dois pilares. Um deles é militar. O outro é o chamado off-set, as contrapartidas que o vencedor oferecerá ao País. E, nesse capítulo, reside uma diferença crucial em relação à versão do projeto na era de Fernando Henrique. Desta vez, não haverá preocupação apenas com eventuais compensações comerciais.


18/11/2007

Fonte: O Dia (PI)

 

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